PAULO RICARDO MARTINS
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)
Alterações em contratos de concessão de transporte, comuns no setor rodoviário brasileiro nos últimos anos, geralmente acontecem por causa dos chamados lances agressivos. É o que afirma Jose Luis Guasch, ex-chefe da equipe global de especialistas em Parcerias Público-Privadas (PPP) do Banco Mundial.
Ele explica que isso ocorre, por exemplo, quando a empresa vencedora do leilão oferece um desconto muito alto sobre o valor que o governo precisa pagar pelo projeto.
“Eu considero um lance agressivo quando fica cerca de um terço abaixo do valor de referência. Por exemplo, se o valor de referência fosse US$ 300 milhões, um lance agressivo seria em torno de US$ 200 milhões ou menos. Para mim, isso não faz sentido, pois com esse valor o projeto não conseguiria ser lucrativo”, diz Guasch em entrevista.
Nos últimos anos, o setor rodoviário no Brasil passou por várias revisões de contratos

