Kiko Caputo, candidato ao governo do Distrito Federal, apresenta uma proposta para modernizar a administração pública usando tecnologia e inteligência artificial, criando um “Estado Inteligente”. A ideia é tornar os serviços públicos mais simples e eficientes, diminuindo a burocracia com o uso de sistemas digitais integrados.
Uma das principais ações é usar inteligência artificial de forma transparente, segura e com supervisão humana, garantindo que as pessoas possam entender e questionar decisões automáticas que afetem seus direitos.
IA na saúde, educação e assistência social
No setor de saúde, a inteligência artificial seria usada para ajudar no diagnóstico, prever riscos, organizar filas para exames e cirurgias, e planejar melhor o atendimento, principalmente nas áreas com maior demanda.
Na educação, sistemas inteligentes auxiliariam professores a identificar as dificuldades dos alunos e a propor atividades e planos de recuperação personalizados.
Também será possível cruzar dados para identificar famílias em situação de vulnerabilidade social e melhorar as políticas de assistência. Na mobilidade urbana, a inteligência artificial monitoraria e gerenciaria o trânsito em tempo real.
Governo digital
Outra proposta é criar uma plataforma única que reúna os serviços públicos do Distrito Federal, conectada à plataforma nacional GOV.BR, para que o cidadão acompanhe suas solicitações ao vivo.
O programa prevê a integração dos sistemas governamentais para compartilhar informações autorizadas pelos cidadãos entre órgãos, evitando a necessidade de apresentar documentos repetidos.
No setor de saúde, será implantado um prontuário eletrônico unificado para que o histórico clínico siga o paciente em toda a rede pública. Na educação, haverá um Registro Integrado da Trajetória do Estudante, chamado Prontuário Educacional.
Cidades inteligentes
Kiko Caputo também propõe criar o “Gêmeo Digital do DF”, uma cópia virtual em 3D do território e da infraestrutura, usando dados para ajudar em decisões sobre mobilidade, saneamento, defesa civil e mudanças climáticas.
Além disso, sensores de Internet das Coisas (IoT) serão instalados para monitorar recursos hídricos e o meio ambiente, integrados a modelos de inteligência artificial para acompanhar a qualidade da água nos reservatórios.
Para prevenção de incêndios, serão usados sensores, câmeras, inteligência artificial e drones de monitoramento, incluindo drones de combate movidos a energia solar.
Na mobilidade, sistemas inteligentes como semáforos adaptativos ajustarão a sinalização conforme o fluxo de veículos, transporte público, ciclistas e pedestres.
Inclusão digital e inovação
O plano também prevê melhorar a infraestrutura tecnológica e o acesso à internet nas áreas mais carentes do Distrito Federal. Escolas, bibliotecas e centros comunitários funcionarão como pontos de acesso digital.
Programas para capacitar profissionais em programação, ciência de dados e inteligência artificial serão oferecidos.
Haverá ainda o “HUB DF Inovador”, um espaço público com coworking, laboratórios para prototipagem e fabricação digital, projetos de iniciação científica e programas de aceleração para startups e empresas tecnológicas.
Tecnologia na segurança pública
Na segurança, Kiko Caputo sugere criar um Departamento de Combate aos Crimes Cibernéticos na Polícia Civil do DF, com equipes especializadas e tecnologia forense para investigar fraudes e invasões digitais.
O plano inclui ampliar o uso de cercamento eletrônico, reconhecimento automático de placas e videomonitoramento inteligente, além da inteligência artificial para análise criminal territorial.
Para atendimento a emergências, será criado um sistema que permita à Defesa Civil e ao Corpo de Bombeiros usar temporariamente a câmera do celular de quem pede socorro, integrando as imagens a informações de satélite e câmeras urbanas para melhorar o resgate.
Essas propostas fazem parte das metas de gestão, governança e compromissos nas áreas de tecnologia e administração da campanha de Kiko Caputo.
