O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, ordenou o bloqueio do canal de WhatsApp do deputado André Janones, conhecido como Exército do Lula, sem apresentar provas ou documentos que confirmassem a circulação de notícias falsas no canal. A ação foi movida pela campanha de Flávio Bolsonaro, que alegava a presença de informações falsas, como acusações envolvendo Nossa Senhora, supostas ligações de Flávio com milícias e lavagem de dinheiro em uma empresa famosa, além de cortes no INSS.
No entanto, a campanha de Flávio não forneceu documentos ou registros que comprovassem essas alegações, o que levou o corregedor-geral eleitoral Ricardo Cueva a solicitar esclarecimentos e provas adicionais sobre a circulação desses conteúdos no canal.
Logo após o pedido de esclarecimentos, a campanha enviou alguns documentos que incluíam uma lista de vídeos postados no perfil do deputado no Instagram, mas nenhum material que mostrasse a presença das informações falsas no canal de WhatsApp foi apresentado.
Apesar da ausência de provas, Kassio determinou o bloqueio do canal, que foi revertido por Cueva algumas horas depois, permitindo que o canal voltasse a funcionar normalmente.
Posteriormente, Kassio solicitou que a Assessoria de Enfrentamento à Desinformação do TSE investigasse o conteúdo publicado no canal. O relatório resultante, que foi anexado à ação, apontou não ter sido encontrada nenhuma das informações falsas alegadas no período investigado, embora tenha sido destacado que parte do conteúdo poderia ter sido apagado.
A campanha de Flávio, até o momento, não apresentou provas documentos da presença das fake news no canal de WhatsApp.
O canal de Janones cresceu rapidamente e alcançou três milhões de usuários, tornando-se um dos principais meios para a campanha de Lula mobilizar seus apoiadores, especialmente em um ambiente digital onde a direita costuma ter mais influência.
Em um evento recente, Lula criticou a decisão de Kassio, chamando-a de absurda e demonstrando desconfiança em relação à postura da corte eleitoral.
Alguns ministros do TSE, de forma não oficial, mencionaram suspeitas sobre o envolvimento de Kassio na campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência, e especialistas em direito eleitoral também questionaram a atitude do magistrado.
