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domingo, 05/04/2026

Justiça rejeita prisão de advogado suspeito de múltiplos estupros

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A Justiça do Distrito Federal negou o pedido de prisão preventiva contra o advogado Cláudio Martins Lourenço, acusado de diversos crimes, incluindo estupro, violência doméstica, perseguição e importunação sexual contra uma advogada. Porém, o juiz responsável pelo caso concedeu medidas protetivas para garantir a segurança da vítima.

O caso é investigado pela 26ª Delegacia de Polícia, em Samambaia Norte. A vítima relata que conheceu Cláudio Martins em uma igreja, onde iniciaram uma relação profissional que evoluiu para episódios de assédio sem consentimento, como toques indesejados. Ao se recusar, ela foi perseguida com ligações insistentes e mensagens constantes, chegando ao ponto de alteração em sua rotina por medo de ataques.

Após denúncia e investigação, o juiz proibiu o advogado de se aproximar da vítima a menos de 300 metros, além de restringir qualquer contato via comunicação ou redes sociais. O não cumprimento das medidas protetivas pode levar à prisão do suspeito. A vítima está incluída no Programa Viva Flor, que oferece dispositivo móvel para alertar autoridades em caso de perigo.

Outras Acusações

Cláudio Martins Lourenço também é investigado por assédio sexual contra uma adolescente de 14 anos em uma universidade privada da Asa Sul. O caso está sob investigação da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher I.

Histórico Criminal

O advogado tem um histórico de acusações, incluindo 14 inquéritos policiais e duas condenações, uma delas por estupro. As denúncias remontam a 2001 e envolvem casos graves de violência sexual em diferentes locais do Distrito Federal.

Ele já foi soldado da Polícia Militar do Distrito Federal e teve sua inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil suspensa, estando sob processo sigiloso no Tribunal de Ética e Disciplina local. A defesa de Cláudio comunicou que se manifestará apenas nos autos do processo, sem pronunciamento público até o momento.

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