YURI EIRAS
FOLHAPRESS
A juíza Elizabeth Medeiros Louro, responsável pelo 2° Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, decidiu que Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, deve ser solta. O julgamento de Monique estava previsto para esta segunda-feira (23), mas foi cancelado devido a um adiamento feito pela defesa de Jairinho, outro acusado na morte do menino. Entretanto, a prisão de Jairinho continua mantida.
A juíza entendeu que a defesa de Monique teve seu direito prejudicado pelos constantes adiamentos pedidos por Jairinho.
Com isso, a Justiça liberou imediatamente a soltura de Monique, mas a decisão ainda pode ser revista pelo Ministério Público ou pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Em 2025, o ministro Gilmar Mendes havia determinado a prisão novamente de Monique.
“Manter sua prisão seria uma injustiça clara, pois ela não foi responsável pelos atrasos no processo”, explicou a juíza.
Embora a promotoria seja contra a soltura, ela foi concedida por causa do longo tempo de prisão sem decisão final. O promotor Fabio Vieira dos Santos já anunciou que vai recorrer da decisão.
A defesa de Jairinho deixou o julgamento para trás como forma de atrasar o processo. Uma nova sessão será feita no dia 22 de junho.
Entenda o caso
Henry faleceu aos 4 anos, após ser levado ao hospital na zona oeste do Rio de Janeiro com muitos ferimentos pelo corpo. O caso chamou muita atenção no país e ajudou a criar a Lei Henry Borel, que reforça a proteção de crianças contra violência. Essa lei aumenta as penas para homicídios dentro de casa contra crianças.
A lei classifica o homicídio de crianças menores de 14 anos como crime grave, com prisão de 12 a 30 anos, além de medidas de proteção para vítimas, parecidas com as da Lei Maria da Penha.
