A Justiça Federal aceitou parte dos pedidos do Ministério Público Federal e ordenou a parada imediata das atividades na Mina de Fábrica, da empresa Vale, situada entre as cidades de Ouro Preto e Congonhas, no estado de Minas Gerais. Essa decisão foi tomada após o vazamento de água e sedimentos que afetou rios e áreas industriais próximas.
A mineradora Vale informou que já havia interrompido as operações na mina desde 25 de janeiro, data do incidente. A paralisação foi confirmada pela Justiça de Minas Gerais no dia 6 de fevereiro.
A decisão da Justiça Federal impede a Vale de fazer novas operações na área afetada, permitindo somente ações urgentes para prevenir danos, conter vazamentos, estabilizar o local ou fiscalizar a situação.
Além disso, a Justiça bloqueou os direitos de exploração da mina na Agência Nacional de Mineração (ANM). Isso impede a venda ou transferência da permissão para terceiros, garantindo assim indenizações e recuperação do ambiente prejudicado, segundo o Ministério Público Federal.
Vale afirmou que os derramamentos registrados nas unidades de Fábrica e Viga em janeiro de 2026 não estão relacionados às barragens da empresa na região, que permanecem seguras e sob monitoramento constante.
A empresa declarou que as causas do acidente estão sendo investigadas de forma técnica e transparente, e que prioriza a segurança das pessoas, das comunidades e do meio ambiente. A Vale também está colaborando com as autoridades e realizando a limpeza e remoção dos sedimentos nas áreas afetadas, comprometendo-se a manter o mercado informado sobre quaisquer novidades importantes.
Fonte: Estadão Conteúdo.
