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sexta-feira, 06/02/2026

Justiça escolhe Suzane von Richthofen para cuidar da herança de 5 milhões de reais do tio

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Suzane von Richthofen, condenada a 39 anos de prisão pelo assassinato dos pais em 2002, foi escolhida pela Justiça para administrar os bens de seu tio, o médico Miguel Abdalla Neto, 76 anos, encontrado morto em 9 de janeiro.

A empresária Carmem Silvia Gonzalez Magnani, prima do médico, disputava o cargo com Suzane. A herança está avaliada em 5 milhões de reais. Carmem afirma ter tido uma união estável com o médico por 14 anos.

A decisão judicial ressalta que Carmem é parente distante, de quarto grau, e não tem direito à herança, que é reservada aos sobrinhos, parentes de terceiro grau, conforme o artigo 1.840 do Código Civil.

Outro possível herdeiro é Andreas von Richthofen, irmão de Suzane, mas ele não se envolveu no processo até agora, deixando Suzane como única habilitada para a função.

O documento judicial afirma que, apesar do histórico criminal de Suzane, isso não tem influência nesta decisão. Como o outro herdeiro não demonstrou interesse, ela é a pessoa indicada para cuidar do patrimônio.

Com essa nomeação, Suzane pode administrar os bens deixados pelo tio, porém não pode vendê-los ou transferi-los sem autorização da Justiça.

Duas semanas após a polícia começar a investigar uma denúncia de furto na casa de Miguel Abdalla Neto, Carmem registrou um boletim acusando Suzane de tomar posse indevida de vários itens.

No boletim, consta que Suzane admitiu ter retirado os bens do inventário aberto na Vara de Família e Sucessões do Foro Regional de Santo Amaro, afirmando ter fechado o portão da casa para proteger os itens que acredita serem seus.

Entre os bens sob posse de Suzane estão um carro Subaru prata de 2021, uma lavadora de roupas, um sofá, uma poltrona e uma bolsa com documentos e dinheiro.

Jornalistas tentaram contato com Suzane por telefone e mensagem para comentar as acusações, mas não obtiveram resposta até a publicação do texto.

Homem foi encontrado morto em janeiro

Miguel Abdalla Neto foi achado morto em 9 de janeiro na sala de sua casa, no bairro Campo Belo, zona sul de São Paulo. A polícia aguarda os laudos do Instituto Médico Legal para esclarecer a causa da morte.

Abdalla Neto tutelou Andreas após o assassinato dos pais destes em 31 de outubro de 2002. Ele era irmão de Marísia, mãe de Suzane e Andreas.

Suzane, ré confessa, foi condenada em 2006 a quase 40 anos de prisão. Na época, tinha quase 19 anos e estudava Direito na PUC-SP.

Ela obteve liberdade provisória em junho de 2005 por decisão do Superior Tribunal de Justiça, mas foi presa novamente após uma entrevista televisionada no programa Fantástico, da Rede Globo, na qual foi orientada a demonstrar fragilidade.

Em 2006, teve prisão domiciliar autorizada pelo ministro Nilson Naves, mas a decisão foi revogada no mês seguinte.

Em 2016, saiu pela primeira vez da prisão durante o feriado de Páscoa. Desde janeiro de 2023, está em regime aberto.

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