O Tribunal de Justiça do Estado do Ceará decidiu arquivar a investigação contra João Munhoz Neto pelos crimes de feminicídio e indução ao suicídio relacionados à morte da estudante de direito Isabelle Caracristi. A jovem, de 22 anos, foi encontrada morta no dia 13 de setembro, em um condomínio em Fortaleza.
A determinação foi tomada pela 5ª Vara do Júri da Comarca de Fortaleza após análise e manifestação do Ministério Público. Entretanto, o arquivamento é válido apenas para os crimes dolosos contra a vida. A apuração dos demais crimes segue e foi encaminhada para um dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da capital, com o processo tramitando sob sigilo.
João Munhoz Neto permanece respondendo em liberdade, monitorado por tornozeleira eletrônica, por acusações de violência psicológica contra a mulher e fraude processual, conforme indiciamento da Polícia Civil do Ceará.
Desde o início das investigações, mais de 25 pessoas foram ouvidas pela Polícia Civil. A análise de câmeras, depoimentos e outras diligências apontaram uma postura não colaborativa por parte do namorado da vítima, além de indícios de controle excessivo exercido por ele durante o relacionamento.
A família de Isabelle Caracristi ganhou atenção após sua mãe, Isorlanda Caracristi, divulgar um vídeo nas redes sociais pedindo justiça e explicações sobre o ocorrido. João Munhoz Neto chegou a ser preso semanas após a morte.
A investigação continua em andamento para esclarecer todas as circunstâncias da morte de Isabelle e estabelecer uma cronologia dos fatos. Celulares, dispositivos eletrônicos e imagens de câmeras seguem sendo analisados, além de outras diligências.


