A Justiça do Pará condenou o Parauapebas Futebol Clube por usar recursos públicos, destinados às escolinhas de futebol para crianças e adolescentes, para custear despesas do time profissional.
Entre 2018 e 2022, a Prefeitura de Parauapebas, no Pará, repassou mais de R$ 3 milhões ao clube por meio de termos de fomento financiados por emendas parlamentares. O dinheiro deveria ser usado para promover a iniciação esportiva em sete bairros da cidade, mas foi utilizado para pagar salários e despesas do futebol profissional.
O juiz Lauro Fontes Junior revelou que o recurso custeou o salário do técnico Luis Carlos Figueiredo Cruz, contratado para a equipe profissional, além de despesas com atletas profissionais, taxas da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), honorários advocatícios, e até pagamentos ao presidente do clube.
A decisão também apontou que servidores públicos municipais foram integrados na comissão técnica do time durante competições oficiais, o que é proibido por lei, já que recebiam da conta destinada às escolinhas enquanto mantinham vínculo com a prefeitura.
Segundo o juiz, as parcerias foram formalmente apresentadas como sendo para formação amadora, mas na prática o dinheiro foi usado para o futebol profissional, o que não tem autorização legal. Por isso, a Justiça declarou nulos os atos de execução e aprovação de contas relacionados a essa verba.
O clube foi condenado a devolver os valores desviados aos cofres públicos e teve bens bloqueados para garantir este ressarcimento.
O Metrópoles tentou contato com o Parauapebas Futebol Clube, mas não obteve resposta até o momento. O espaço permanece aberto para qualquer manifestação.
Fonte: Metrópoles
