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sexta-feira, 27/02/2026

Justiça bloqueia ações do BRB ligadas a envolvidos no caso Master

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS)

O BRB comunicou na noite de quinta-feira (26) que conseguiu bloquear e reter as ações do banco que estão com pessoas ligadas ao caso Master. A decisão é temporária, tomada pela Vara Cível da Circunscrição Especial Judiciária de Brasília.

A notícia foi tornada pública pela própria instituição financeira em um comunicado importante.

A medida tem como alvo pessoas envolvidas na Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga a venda de R$ 12 bilhões em créditos falsos do Master para o BRB, além de irregularidades na tentativa de venda do banco de Daniel Vorcaro para o banco estatal.

Uma investigação interna do BRB revelou que Daniel Vorcaro, proprietário do Master, seus sócios e João Carlos Mansur, dono da Reag Investimentos, adquiriram ações do BRB de maneira oculta antes do banco de Brasília tentar comprar o Master.

Os investigadores suspeitam que a ampliação do patrimônio do BRB por meio da oferta de ações tinha como objetivo aumentar a capacidade do banco para realizar negócios com o Master.

Conforme reportado pela Folha de S.Paulo em 26 de janeiro, o BRB planejava iniciar uma ação para recuperar ativos e tentar compensar possíveis perdas com a compra de carteiras de crédito consignado fraudulentas do Banco Master.

Na decisão judicial, foi determinado não só o bloqueio das participações dos investigados no capital do banco, como também a notificação das instituições responsáveis pela custódia das ações, para impedir que elas sejam vendidas durante o processo.

Segundo o BRB, essa medida cautelar visa preservar bens que possam ser usados para compensar danos relacionados às operações investigadas envolvendo o Master, que atualmente está em liquidação extrajudicial.

De acordo com o formulário de referência do BRB de 2025, o fundo Borneo, ligado ao Master, possui 3,16% das ações totais do BRB. João Carlos Mansur detém 4,55%. Após a liquidação do Willbank, também parte do grupo Master, a Mastercard passou a controlar 6,9% das ações do banco, uma vez que esses papéis foram dados como garantia em operações de pagamento da instituição.

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