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quarta-feira, 28/01/2026

Juros no Brasil e nos EUA devem ficar iguais nesta quarta

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Em Brasília

O Banco Central do Brasil e o Federal Reserve (Fed), que é o banco central dos Estados Unidos, vão decidir hoje sobre as taxas de juros. A maioria dos especialistas acredita que ambos vão manter as taxas como estão.

No Brasil, a taxa Selic está em 15% ao ano desde junho do ano passado. Essa taxa foi aumentada para controlar a inflação. Entre 35 instituições consultadas, 32 acreditam que essa taxa não vai mudar agora.

Antes, as opiniões sobre quando começariam a baixar os juros estavam divididas entre janeiro e março deste ano. Mas, devido a dúvidas na política do país, desaceleração da economia e instabilidade global, os economistas ficaram mais cautelosos e mudaram suas previsões.

Agora, espera-se que a redução dos juros comece na próxima reunião do Copom, o comitê que define essa taxa. De acordo com o boletim Focus, especialistas acham que em março pode haver um corte de 0,5 ponto percentual, iniciando a queda dos juros. A previsão é de que a Selic termine 2026 em 12,25%.

André Valério, economista do Inter, disse: “Esperamos que o comitê ajuste o comunicado para mostrar que pode começar a baixar os juros em março.”

João Abdouni, analista da Levante Inside Corp, afirmou: “Com a inflação dando sinais de queda, cresce a expectativa de corte nos juros ou ao menos um discurso mais tranquilo do Banco Central.”

A inflação medida pelo IPCA-15 caiu para 0,20% em janeiro, depois de 0,25% em dezembro, informou o IBGE. Essa é a segunda menor alta para janeiro desde que o real foi criado em 1994.

Nos Estados Unidos, espera-se que o Fed pare de reduzir os juros, mesmo com o presidente Donald Trump pedindo taxas mais baixas e a investigação aberta contra o presidente do Fed neste mês.

Em dezembro, o Fed reduziu a taxa básica em 0,25 ponto percentual, para entre 3,5% e 3,75%, o menor nível em três anos, marcando três cortes consecutivos.

A inflação nos EUA ficou em 2,7% em dezembro, maior que a meta do Fed, mas dentro das expectativas. O número de empregos ficou abaixo do esperado, indicando uma desaceleração no mercado de trabalho.

Por isso, o mercado acredita em poucas chances de corte nos juros este mês, mas aposta em dois cortes ainda este ano.

Nick Rees, chefe de pesquisa macroeconômica da Monex, disse: “O maior risco não é a decisão sobre os juros. Estamos confiantes de que o Fed vai manter as taxas, mas Trump não vai gostar disso.”

Com a escolha do novo presidente do Fed se aproximando — Powell termina em maio — o mercado teme que Trump escolha alguém que atenda suas vontades, e não os dados econômicos.

Na terça-feira, o dólar caiu para seu valor mais baixo em dois anos em relação ao real, cotado a R$ 5,20, devido à desvalorização global da moeda. O índice DXY, que mede o dólar contra outras seis moedas fortes, caiu 1,3% para o nível mais baixo em quatro anos.

Essa queda se deve às preocupações dos investidores sobre as políticas econômica, fiscal, comercial e internacional do governo Trump.

O presidente dos EUA disse em um evento no Iowa que acha o valor do dólar “ótimo”. “Olhe o valor do dólar, os negócios que estamos fazendo. O dólar está muito bem,” afirmou Trump.

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