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Brasília

Julho Verde destaca sinais de câncer na cabeça e no pescoço

Fotos: Divulgação

A campanha Julho Verde chama a atenção para a importância de identificar rapidamente os sinais do câncer na cabeça e no pescoço e procurar ajuda médica quando os sintomas persistem.

Especialistas apontam que feridas na boca que não cicatrizam, rouquidão que não melhora, dificuldade para engolir, sangramentos pelo nariz e caroços no pescoço são sinais que devem ser observados com cuidado. Segundo a oncologista Katia Regina Marchetti, o câncer de laringe pode ter até 80% de chance de cura se for detectado cedo.

Katia Regina Marchetti também ressalta que fumar e beber muito são os principais fatores que podem causar essa doença, além da infecção pelo papilomavírus humano (HPV), o que torna a vacina uma forma importante de se proteger.

No Hospital de Base do Distrito Federal, a campanha foi feita em duas etapas. Primeiro, pacientes que passaram por cirurgia de laringe puderam trocar experiências, ajudando uns aos outros a se adaptar à nova vida. A fonoaudióloga Ana Gabriela Nobre explicou que o objetivo é criar uma rede de apoio, pois o isolamento e a solidão podem dificultar a recuperação.

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Depois, a equipe médica recebeu orientações sobre como cuidar e ajudar os pacientes que fizeram a cirurgia. A campanha também levou mensagens de força, música e apoio para quem está em tratamento contra o câncer.

Um dos pacientes, Jeziel Almeida, contou que achava que tinha só uma inflamação na garganta, mas descobriu um tumor. Depois da cirurgia e com uma laringe eletrônica para falar, ele agora participa de grupos que ajudam outras pessoas na mesma situação.

Jeziel reforça a importância de procurar um médico logo ao notar alguma mudança na saúde. A oncologista lembra que não existe exame específico para detectar esses cânceres precocemente, então é importante fazer consultas regulares ao dentista e buscar atendimento médico se os sintomas persistirem. Em caso de suspeita, deve-se ir a uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou, em situações mais graves, a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

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