O julgamento do caso envolvendo Henry Borel atingiu seu sétimo dia neste domingo, 31 de maio, e passou a ser o mais extenso realizado no Rio de Janeiro desde a reforma do Código de Processo Penal em 2008, que modificou o procedimento do Tribunal do Júri.
O júri foi retomado na última segunda-feira, dia 25 de maio. Os réus Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, e Monique Medeiros da Costa e Silva, estão presos desde abril de 2021 e respondem por diversos crimes relacionados à morte do menino de 4 anos. Entre as acusações estão homicídio qualificado, tortura, coação no curso do processo e fraude processual.
Até agora, o julgamento já superou o tempo do júri da ex-deputada federal Flordelis dos Santos de Souza, que durou sete dias até a sentença, em novembro de 2022. A previsão é que o processo siga por alguns dias, pois foram ouvidas apenas 17 das 27 testemunhas chamadas.
Sétimo dia de julgamento
O dia começou perto das 11h com o depoimento da babá Thayná de Oliveira Ferreira. Ela já havia dado três versões diferentes sobre os fatos antes e afirmou que queria corrigir contradições anteriores.
Ela contou que o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior várias vezes se trancou no quarto com Henry, que logo depois apresentava sintomas como dores de cabeça, dificuldade para andar e comportamento assustado.
Thayná declarou que comunicava as supostas agressões para Monique Medeiros, mãe do menino, que não estava presente nesses momentos. Embora Henry dizia que os ferimentos tinham ocorrido por quedas da cama, Thayná desconfiava de violência.
A babá ainda relatou que foi pressionada para ocultar os fatos. Depois do enterro, ela foi levada a um escritório de advocacia por pessoas ligadas a Jairinho, onde recebeu orientações para afirmar que o casal vivia em harmonia e para apagar mensagens trocadas com Monique.
Segundo a assessoria do vereador Leniel Borel, pai da criança, a defesa de Monique dispensou o depoimento de três testemunhas.
