20.5 C
Brasília
sábado, 21/02/2026

Julgamento de policiais militares por morte de delator do PCC será em junho

Brasília
nuvens quebradas
20.5 ° C
20.6 °
20.5 °
88 %
2.6kmh
75 %
sáb
26 °
dom
22 °
seg
21 °
ter
25 °
qua
21 °

Em Brasília

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

O julgamento do cabo Dênis Antônio Martins, do soldado Ruan Silva Rodrigues e do tenente Fernando Genauro da Silva, todos policiais militares, está marcado para junho. Eles são suspeitos de estarem diretamente envolvidos na morte de Antônio Vinícius Lopes Gritzbach, empresário que delatou esquemas do PCC (Primeiro Comando da Capital), assassinado a tiros no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, em novembro de 2024.

Os policiais estão presos, e o julgamento acontecerá entre os dias 22 e 26 de junho, no Fórum Criminal de Guarulhos.

De acordo com a Promotoria, Martins e Rodrigues são os autores dos disparos contra Gritzbach, que teriam descido de um carro preto. O tenente Silva seria o motorista do veículo utilizado na fuga.

Os suspeitos foram identificados graças a dados de aplicativos de localização, registros de torres de celular, material genético encontrado no carro usado na fuga e imagens de câmeras de segurança.

O advogado Mauro Ribas, que representa o tenente Silva, afirma que seu cliente é inocente e que provará isso durante o julgamento, alegando que ele não participou do crime.

“Temos provas claras de que ele não teve envolvimento na morte de Antônio Vinícius Lopes Gritzbach“, declarou o advogado.

Até o momento da publicação, as defesas dos outros dois policiais não responderam aos questionamentos da reportagem.

O Tribunal de Justiça de São Paulo informa que o processo corre em segredo de Justiça.

Em dezembro de 2024, o Tribunal de Justiça Militar de São Paulo condenou 11 policiais militares por organização criminosa relacionados à escolta armada de Gritzbach. As penas variam de cinco meses a sete anos e cinco meses de prisão. Todos cumprirão a pena em regime semiaberto, e ainda podem recorrer da decisão.

No mesmo processo, quatro policiais foram absolvidos por falta de provas suficientes de participação efetiva no grupo criminoso.

O tribunal considerou que os policiais condenados tinham conhecimento das acusações contra Gritzbach, que incluíam participação em esquemas ilegais e ordens para matar membros do PCC, conforme revelado em conversas de celular apreendidas pela Corregedoria da Polícia Militar.

A sentença referente à escolta foi a primeira de vários processos que surgiram após o assassinato de Gritzbach.

Além disso, policiais civis denunciados por Gritzbach foram presos cerca de um mês depois do crime numa operação conjunta do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Federal.

Sete policiais civis foram presos no total, entre eles o delegado Fabio Baena. Outro delegado é acusado, mas responde em liberdade. A defesa de Baena nega as acusações e garante que sua inocência será comprovada.

Na delação premiada, Gritzbach entregou provas de que policiais exigiam pagamentos e presentes para favorecer investigações sobre a morte de um integrante do grupo criminoso.

Os processos contra os suspeitos, incluindo mandantes, executores e policiais civis envolvidos, ainda estão em andamento na primeira instância da Justiça.

Veja Também