Juíza María Eugenia Capuchetti determinou que o governo de Javuei Milei guarde as imagens das câmeras de segurança que mostram a entrada do senador Flávio Bolsonaro (PL) na Argentina. Isso acontece após ele ter fugido com a família para os Estados Unidos.
Flávio Bolsonaro, acompanhado da esposa e duas filhas, viajou de avião para a Argentina, fez uma escala no Equador e chegou a Miami na quarta-feira (28/10).
A juíza solicitou às autoridades migratórias, à Agência de Arrecadação e Controle Aduaneiro (ARCA), à Polícia de Segurança Aeroportuária e à Gendarmeria Nacional que mantenham os registros das imagens das entradas nas localidades de Puerto Iguazú, na Alfândega e na ponte internacional Tancredo Neves – por onde Flávio e sua família passaram ao entrar no país.
Além disso, a juíza pediu que sejam informados todos os registros de entrada de Flávio Bolsonaro na Argentina. Ela também solicitou que a Chancelaria explique se recebeu pedidos de cooperação de outros países sobre a situação judicial ou migratória do senador.
Por fim, ela requisitou acesso à investigação da Justiça Federal de Puerto Iguazú que está apurando se houve ilegalidade na entrada de Flávio e seus familiares no país.
Deputados de esquerda, como Gabriel Solano e Esteban Paulón, apresentaram denúncias para investigar se o governo de Javuei Milei ajudou ilegalmente na fuga de Flávio Bolsonaro do Brasil.
Segundo Solano, o presidente Milei seria conivente com a ação ilegal, pois não cumpriu suas obrigações de controlar as fronteiras e cooperar internacionalmente. Ele acusa Milei de ter planejado e executado uma manobra para facilitar a entrada do senador no país.
Também foram denunciados o chanceler Pablo Quirno, a ministra da Segurança Alejandra Monteoliva e o assessor presidencial Santiago Caputo, este último que esteve em Misiones para apoiar Flávio Bolsonaro.

