A Polícia Civil de São Paulo informou que o juiz Samuel de Oliveira Magro, que foi libertado após mais de 30 horas em cativeiro na manhã de terça-feira, 20, foi vítima de um golpe conhecido como “golpe do amor”. Este não foi o primeiro caso, pois Magro já havia sido sequestrado pelo mesmo motivo em 2021.
O diretor da Divisão Antissequestro de São Paulo, delegado Fabio Nelson, confirmou a situação, dizendo que o juiz acreditava que iria a um encontro e acabou sendo enganado.
Inicialmente, as autoridades acreditavam que o sequestro foi um crime de oportunidade. No entanto, em depoimento, o juiz admitiu ter marcado o encontro por meio de um aplicativo. Na noite de domingo, 18, enquanto aguardava, foi sequestrado.
Detalhes do sequestro
De acordo com a polícia, o sequestro ocorreu na Avenida Rebouças, no bairro Jardim América, São Paulo. Magro foi abordado por duas pessoas por volta das 20h36. A polícia está analisando imagens de câmeras para entender melhor como aconteceu a abordagem.
Como a polícia foi acionada?
O companheiro do juiz foi quem comunicou a polícia. Como Magro já havia passado por essa situação, eles tinham uma palavra-chave para sinalizar perigo. Após a palavra-chave ser usada, o companheiro entrou em contato com a polícia, que iniciou as buscas.
Resgate
A operação de resgate foi feita pela 2ª Delegacia da Divisão Antissequestro e contou com apoio do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos, ambos do Departamento de Operações Policiais Estratégicas. Magro foi encontrado em um cativeiro em Osasco, região metropolitana de São Paulo, por volta das 6h de terça-feira.
Prisão dos suspeitos
Cinco pessoas foram presas e um adolescente foi apreendido, todos suspeitos de envolvimento no sequestro. As identidades não foram divulgadas.
Quem é o juiz?
Samuel de Oliveira Magro é juiz do Tribunal de Impostos e Taxas, órgão ligado à Secretaria da Fazenda de São Paulo, que julga disputas entre contribuintes e o fisco. Ele será vice-presidente da 1ª Câmara Julgadora em 2026-2027.
Sequestro anterior em 2021
O diretor Fabio Nelson revelou que o juiz foi vítima do mesmo golpe em 2021. Naquela época, era comum ocorrerem sequestros-relâmpago após encontros marcados por aplicativos de namoro, com reféns mantidos em cativeiro próximo enquanto bandidos realizavam transferências bancárias. O aumento dos golpes e a facilidade do Pix elevaram o número de sequestros em São Paulo em 2022 para o maior em 15 anos.
Estadão Conteúdo
