O Memorial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) divulgou uma entrevista com o juiz João Lourenço da Silva, realizada no Memorial TJDFT – Espaço Desembargadora Lila Pimenta Duarte, com a mediação do 1º vice-presidente do Tribunal, desembargador Roberval Belinati.
Na conversa, o juiz compartilhou sua trajetória de vida e trabalho. Nascido na zona rural de Serra Dourada, na Bahia, mudou-se para Brasília com o objetivo de estudar e trabalhar para garantir a estabilidade financeira de sua família. Começou no serviço público em 1978 como agente de portaria no Ministério da Justiça.
Motivado pela leitura de um parecer jurídico, decidiu estudar Direito, formando-se em 1986 pela Associação de Ensino Unificado do Distrito Federal (AEUDF). Antes de se tornar juiz, trabalhou como analista judiciário no TJDFT. Em 1996, foi nomeado juiz do Distrito Federal e atualmente atua na 3ª Vara Criminal de Taguatinga.
Com 71 anos e 30 anos dedicados à magistratura, João Lourenço ressaltou que um juiz deve buscar justiça personalizada, olhando além da lei para o que é mais justo para cada situação. Ele comentou sobre os desafios causados pela alta criminalidade no país e o papel importante do Judiciário. “Sinto-me realizado por ter escolhido o caminho certo ao estudar e seguir essa carreira”, afirmou.
O Programa História Oral é uma iniciativa do TJDFT para preservar a memória do Judiciário do Distrito Federal, reunindo depoimentos de magistrados, servidores e participantes desde a fundação do Tribunal, em 1960. As entrevistas ficam disponíveis na página do Memorial TJDFT.
A desembargadora Maria Thereza Braga Haynes criou e implantou o programa em 2008. Após se aposentar em 1991, continuou colaborando para preservar a memória institucional, gravando 25 entrevistas com grande dedicação.
Com informações do TJDFT
