A Justiça de Minas Gerais decidiu soltar um jovem suspeito de matar três mulheres em uma padaria em Ribeirão das Neves. Enquanto isso, a polícia prendeu um novo suspeito.
Essa mudança aconteceu após um pedido do Ministério Público de Minas Gerais, motivado pelo aparecimento de um novo suspeito no caso.
A defesa do jovem de 17 anos não foi encontrada. Segundo notas oficiais do Ministério Público e da Justiça de Minas, o caso corre em segredo por causa do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), e por isso eles não comentaram o caso.
Na quarta-feira, a polícia prendeu um homem de 30 anos em Belo Horizonte. Ele admitiu ter sido o autor dos disparos. Além disso, a Justiça decidiu proteger ele e seus familiares com um programa especial.
Em entrevista, a Polícia Civil disse que o novo suspeito foi preso por porte ilegal de uma arma de fogo feita à mão. Existem várias provas ligando ele ao crime na padaria. Ele também é suspeito de tentar matar alguém em uma oficina mecânica próxima. O nome dele não foi divulgado e sua defesa não foi localizada.
Na chacina, o criminoso usou um capacete de moto. A polícia encontrou um capacete parecido com o usado na hora do crime com o novo suspeito.
O suspeito tem antecedentes policiais por ameaça, perseguição e violência doméstica. A investigação está tratando o caso como homicídio, mas pode ser considerado feminicídio dependendo do que as investigações mostrarem. A polícia está explorando suspeitas de que o crime tenha sido motivado por ciúmes ou questões financeiras.
Dentre as vítimas, está a ex-namorada do jovem que foi liberado. Ela trabalhava na padaria e tinha 16 anos. Ela estava no caixa quando foi atingida por dois tiros.
Outra vítima era cliente, uma mulher de 56 anos que morreu no local. Também houve uma adolescente de 14 anos que foi baleada e, apesar do socorro, faleceu no hospital. O crime aconteceu na noite de 4 de fevereiro.
O caso mudou de direção depois que uma testemunha contou que o jovem solto esteve na padaria pouco antes do ataque e discutiu com a ex-namorada por ciúmes, o que levou à sua prisão inicial.
Uma outra testemunha que estava na padaria pediu para não ser ferida e sobreviveu ao ataque.
