São Paulo, SP (FolhaPress)
Alana Anisio Rosa, 20 anos, pediu neste domingo (5) que seja aplicada uma punição severa a Luiz Felipe Sampaio Cabral Silva, 22 anos, acusado de esfaqueá-la pelo menos 15 vezes no bairro Galo Branco, em São Gonçalo, região metropolitana do Rio de Janeiro.
O ataque aconteceu em fevereiro deste ano na casa da jovem. No fim de semana, ela falou pela primeira vez desde que começou a se recuperar, por meio de um vídeo publicado no Instagram da mãe, Jaderluce Oliveira.
“A maioria das vítimas de violência precisa abrir mão da privacidade depois de sofrer algo tão grave para pedir justiça”, disse a jovem sobre o vídeo. “Se não falamos, não postamos, não compartilhamos, as coisas são facilmente esquecidas”.
Alana informou que haverá um protesto no dia da primeira audiência do processo judicial, em 15 de abril, no Fórum do Colubandê, em São Gonçalo.
Sampaio foi preso em flagrante e denunciado pelo Ministério Público por tentativa de feminicídio.
“Quero convidar todos para fazerem uma manifestação em frente ao fórum para mostrar que o que aconteceu comigo não pode ser esquecido ou acontecer com outras pessoas”, afirmou.
A jovem chamou o ataque de brutal e disse que as mulheres não estão seguras nas ruas, no trabalho, na academia e nem em casa.
“Esse crime não pode ficar sem punição. O agressor precisa receber a pena mais dura possível. As leis precisam ser mais rígidas”, declarou.
Segundo Alana, o agressor deve permanecer preso pelo máximo de tempo para que “o aviso seja dado de que isso não deve ocorrer”.
A jovem agradeceu o apoio e as orações que ajudaram em sua recuperação. Alana passou quase um mês internada no hospital.
Testemunhas contam que depois de conhecer Alana na academia, Sampaio começou a mandar flores e chocolates anonimamente. Depois, ele teria declarado seu interesse e pedido namoro, mas Alana recusou pois estava focada nos estudos para o vestibular de medicina.
Após isso, segundo testemunhas, as perseguições começaram, culminando na invasão de sua casa e no ataque com facadas.

