Uma jovem de 23 anos relatou ter sido drogada após aceitar um encontro marcado por um homem que dizia ser delegado de polícia e prometia ajudá-la a conseguir um emprego. O incidente ocorreu na noite de terça-feira (10/3), em uma lanchonete na região de Águas Claras, no Distrito Federal.
A vítima, que será mantida em sigilo para proteger sua segurança, relatou ao Metrópoles que tomou um refrigerante durante a reunião e, logo após, perdeu a consciência. Na hora do encontro, o homem vestia uma roupa camuflada com o emblema “Forças Especiais”.
A jovem explica que permaneceu sob efeito da droga por mais de 24 horas na casa do suspeito. Ela disse que acordou no dia seguinte, completamente sem roupas, na cama do homem, que estava vestindo apenas uma cueca. Ainda atordoada e cambaleando, conseguiu se vestir e fugir.
Assustada, ela chamou um carro de aplicativo. O motorista, percebendo seu estado, levou-a imediatamente à 17ª Delegacia de Polícia, em Taguatinga Norte, onde foi feito o registro da ocorrência. Ela realizou os exames de corpo de delito, e o caso foi encaminhado para a 21ª Delegacia de Polícia, localizada em Taguatinga Sul, local onde o crime aconteceu.
De acordo com o relato ao portal Metrópoles, o contato com o homem identificado como André teve início após uma amiga conhecê-lo em um aplicativo de relacionamentos. Ele se apresentava como policial e compartilhava fotos vestindo farda. Durante a conversa, mencionaram o assunto emprego, e a vítima mencionou que uma amiga estava procurando trabalho. André disse que poderia ajudar.
A amiga repassou o contato para a vítima, que frequenta o Distrito Federal para cursar Direito e estava à procura de emprego. Nas mensagens trocadas, ela explicou que tinha experiência em vendas e buscava uma colocação profissional. André questionou se ela preferia trabalhar numa empresa ou abrir seu próprio negócio e agendou uma entrevista.
Mensagens trocadas entre a vítima e o suspeito foram utilizadas para a investigação.
