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Brasil

JHC e Arthur Lira enfrentam ação no TRE por uso irregular de recursos em pesquisas

Reprodução

O Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL) recebeu uma ação que acusa o candidato ao governo de Alagoas, João Henrique Caldas, conhecido como JHC (PSDB), de utilizar caixa 2 para financiar pesquisas eleitorais. A ação inclui também sua vice, Célia Rocha, e os candidatos ao Senado Marina Cândia (PSDB) e Arthur Lira (PP), além dos suplentes.

A denúncia foi apresentada pela coligação Pra Alagoas Fazer História de Novo, liderada pelo MDB, que disputa o governo com o grupo de JHC. Segundo a ação, entre abril e setembro de 2026, a empresa Agora Alagoas Comunicação Ltda pagou R$ 329 mil por sete pesquisas eleitorais feitas pelo Grupo de Pesquisa São Judas Tadeu Ltda, pertencente a Tadeu Lira, primo de Arthur Lira. Essas pesquisas mostravam JHC como líder nas intenções de voto.

A coligação afirma que os valores pagos não constam na prestação de contas do candidato ou dos partidos que o apoiam. Ressalta que o pagamento foi feito por uma microempresa com capital social baixo, o que traz dúvidas sobre a origem dos recursos.

Duas sócias da Agora Alagoas têm ligação com a Prefeitura de Maceió, que JHC comandava antes de deixar o cargo para disputar o governo. Uma delas, Eduarda Nicole Sá Calheiros, é servidora da Secretaria Municipal de Gestão de Pessoas e Patrimônio, nomeada pelo ex-prefeito. A outra, Beatriz Ardison dos Santos, é sócia majoritária do portal e mãe de um funcionário da mesma secretaria que já trabalhou para JHC.

Além disso, as pesquisas foram publicadas quase simultaneamente por veículos da mesma rede de comunicação, que já havia sido penalizada pelo TRE-AL por favorecimento a JHC. A ação também aponta que as empresas responsáveis pela divulgação pertencem a JHC e seu pai, o ex-deputado João Caldas. Algumas pesquisas foram impulsionadas com pagamento pela página do portal Francês News, pertencente a Alagoas Comunicação Ltda, apontada como ligada a JHC e seu pai.

Os autores da ação classificam a conduta como captação e gasto ilícito de recursos e abuso de poder econômico, pedindo cassação do registro ou diploma dos candidatos beneficiados e declaração de inelegibilidade. Também solicitam que os envolvidos apresentem documentos que esclareçam a origem do dinheiro utilizado na compra das pesquisas. Até o momento, o TRE-AL ainda não analisou o caso.

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