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domingo, 05/04/2026

Jerusalém enfrenta restrições na Semana Santa por causa de conflito

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Durante a Semana Santa, é comum missas e procissões acontecerem em várias partes do mundo, mas Jerusalém, local de grande importância para a Igreja Católica, está diferente este ano. Devido à guerra com o Irã, Israel proibiu reuniões com mais de 50 pessoas e fechou totalmente a Cidade Velha, incluindo o Santo Sepulcro, que é o lugar mais sagrado para o cristianismo.

O templo, que marca o local onde, segundo a Bíblia, Jesus Cristo foi crucificado e sepultado, só permitirá um pequeno grupo de religiosos até o Domingo de Páscoa. Essa decisão veio após o governo de Israel impedir a missa de Domingo de Ramos na Basílica do Santo Sepulcro.

Esta é a maior restrição já vista em Jerusalém durante a Semana Santa. Pela primeira vez, apenas líderes religiosos, monges e alguns fiéis locais podem entrar na igreja. As orações serão transmitidas pela internet e não haverá eventos públicos, como peregrinações no Monte das Oliveiras ou a Via Crucis. A Cidade Velha está deserta e sem movimento.

“É muito triste ver a cidade tão vazia. Espero que no próximo ano tudo esteja melhor, que a guerra termine e que haja paz em Jerusalém”, comenta Issa Kassissieh, uma figura conhecida localmente.

O silêncio na cidade lembra o isolamento dos tempos de pandemia. Ghassan, um guia turístico do bairro cristão, destaca que a tristeza atual está ligada ao massacre em Gaza e aos conflitos com o Irã e o Líbano. Ele também relata que as entradas da Cidade Velha estão fortemente vigiadas por policiais que controlam o acesso.

Importância religiosa desrespeitada

A proibição da missa de Domingo de Ramos, realizada em 29 de abril, foi a primeira em muitos séculos e gerou críticas de diversos países. O patriarca latino de Jerusalém, Pierbattista Pizzaballa, declarou que Israel subestimou a importância do local e do rito. Ele ressaltou que as autoridades católicas não precisam de autorização para entrar no templo, pois esse é um direito antigo reconhecido.

Pizzaballa lamentou o ocorrido, mas explicou que isso também mostra o quanto esses lugares são emocionais e importantes para pessoas do mundo inteiro durante a Semana Santa.

Além do Santo Sepulcro, outras áreas sagradas estão com visitas limitadas, como o Muro das Lamentações, importante para os judeus, e a Mesquita de Al-Aqsa, o terceiro lugar mais sagrado para os muçulmanos.

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