O Japão aprovou uma mudança nas regras de exportação de defesa, acabando com restrições antigas que proibiam a venda de armas letais para outros países. Agora, o país poderá exportar equipamentos como aviões de caça, mísseis e navios militares.
A primeira-ministra Sanae Takaichi afirmou que os países precisam se apoiar mutuamente para garantir a paz e segurança, especialmente com equipamentos de defesa.
Essa decisão busca reforçar a indústria nacional de armamentos e fortalecer as relações com parceiros internacionais. A medida representa uma mudança importante em relação à política pacifista do Japão desde a Segunda Guerra Mundial.
Fim das restrições anteriores
Antes, o Japão só podia exportar cinco tipos de equipamentos militares limitados. A proibição total da venda de armas começou em 1976. Agora, qualquer equipamento militar pode ser exportado, desde que o país comprador siga os princípios da Carta das Nações Unidas.
Segundo Takaichi, o compromisso do Japão com a paz e seus princípios pacifistas permanece o mesmo.
Reações à mudança
A mudança gerou preocupação na China, que criticou o Japão por suposta militarização. Já outros países, como a Austrália, receberam a decisão de forma positiva, vendo oportunidades para maior cooperação em defesa.
O Japão tem aumentado seus gastos militares para 2% do PIB nos últimos anos, planejamento que deve continuar com o governo atual.
Apesar dos benefícios econômicos e estratégicos, há quem tema que a decisão prejudique o compromisso histórico do país com o pacifismo.
