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sexta-feira, 30/01/2026

Itália enviará segundo navio para escolta da flotilha rumo a Gaza

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Após o despacho de uma primeira fragata na quarta-feira (24/9), outro navio italiano partirá em poucas horas para proteger a flotilha humanitária que segue para a Faixa de Gaza. O Ministro da Defesa italiano, Guido Crosetto, declarou estar “preparado para qualquer situação”.

Na manhã de quinta-feira (25/9), Crosetto revelou o envio de um segundo navio para acompanhar a Flotilha Global Sumud, que segue em direção a Gaza. Roma já havia mandado a primeira fragata na quarta-feira, logo após os organizadores denunciassem um ataque na costa da Grécia envolvendo drones.

Paralelamente, um navio da Marinha espanhola também deve zarpar com a mesma missão. Na França, lideranças da esquerda solicitaram ao presidente Emmanuel Macron e ao primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, que ofereçam proteção diplomática urgente à flotilha. Fabien Gay, editor do jornal comunista L’Humanité, fez um apelo oficial neste sentido, ressaltando a importância de proteger cidadãos franceses a bordo, entre eles o jornalista Emilien Urbach.

Os voluntários buscam alcançar a Faixa de Gaza para romper o bloqueio israelense ao território, depois de duas tentativas bloqueadas por Israel em junho e julho. A flotilha partiu de Barcelona, Espanha, no início do mês e relatou ataques com drones enquanto estava ancorada na costa de Túnis, Tunísia, em 9 de setembro. Conforme a ativista de direitos humanos alemã Yasemin Acar, cinco barcos foram alvo de ataques na costa grega na noite de terça-feira (23), recebendo entre 15 e 16 ataques de drones.

A ONU e a União Europeia repudiaram os ataques noturnos na costa grega, pedindo que cessem as ações e que os responsáveis sejam investigados e punidos. O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos solicitou uma apuração independente dos fatos. Ativistas pró-palestinos na flotilha acusam Israel pelos ataques com drones não tripulados.

Entretanto, a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, criticou a iniciativa da flotilha, classificando-a como uma ação “inútil, perigosa e irresponsável”.

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