Israel lançou nesta quarta-feira (8/4) a maior série de ataques ao Líbano desde o início do conflito, atingindo áreas civis e residenciais na capital, Beirute.
Segundo o Ministério da Saúde do Líbano, os ataques resultaram em dezenas de mortos e centenas de feridos. A população foi orientada a evitar aglomerações e priorizar os serviços de emergência e ambulâncias.
O comunicado do Ministério enfatiza a prioridade nas ações de resgate e no tratamento dos feridos, distribuídos entre os hospitais conforme a gravidade.
O ministro da Saúde, Rakan Nassereldine, informou que 112 pessoas morreram e 837 ficaram feridas nas últimas ações.
Desde 2 de março, ao menos 1.530 pessoas foram vítimas nos ataques israelenses no território libanês.
O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, condenou os ataques, destacando que apesar dos esforços para um cessar-fogo, Israel continua atacando bairros residenciais, causando vítimas civis.
Ele reforçou a gravidade da situação em Beirute e pediu apoio internacional para cessar os ataques.
Conflito e acordos recentes
Na terça-feira (7/4), Irã e Estados Unidos concordaram em um cessar-fogo que, segundo o premier de Israel, Benjamin Netanyahu, não inclui o Líbano. Com isso, as operações militares israelenses no país continuam.
Antes da posição de Netanyahu, o governo do Paquistão, que atuou como intermediário, afirmou que o Líbano estaria protegido pelo acordo de cessar-fogo.
Apesar desse acordo, a tensão no Oriente Médio persiste, com o Irã ameaçando fechar novamente o Estreito de Ormuz devido às ações militares de Israel no Líbano.
Nos Estados Unidos, o vice-presidente JD Vance declarou que o cessar-fogo é frágil e que o presidente Donald Trump está impaciente com a situação.

