18.5 C
Brasília
sexta-feira, 30/01/2026

Israel envia sistema de defesa antiaérea para Ucrânia

Brasília
nuvens quebradas
18.5 ° C
18.5 °
17.8 °
94 %
0kmh
75 %
sex
22 °
sáb
26 °
dom
25 °
seg
25 °
ter
26 °

Em Brasília

O presidente Volodymyr Zelensky anunciou neste sábado (27/9) que Israel enviou à Ucrânia um sistema antiaéreo Patriot, uma arma de alto custo e fabricada nos Estados Unidos, fundamental para proteger o país contra ataques de mísseis russos. Esta confirmação surge enquanto cresce o interesse dos países do Leste Europeu por um “muro antidrones” para evitar invasões aéreas em seus territórios.

Zelensky afirmou em entrevista que o sistema israelense Patriot está em operação na Ucrânia há um mês, mas não deixou claro se foi adquirido ou doado.

Além disso, o presidente ucraniano revelou que o governo enviou ao ex-presidente Donald Trump uma lista detalhada das armas desejadas para adquirir US$ 90 bilhões em equipamentos militares dos Estados Unidos, valor mencionado anteriormente em agosto.

Em abril, o jornal The New York Times informou que Israel planejou devolver um sistema Patriot de sua frota para enviá-lo à Ucrânia, buscando modernizar seu próprio arsenal.

Desde o início da invasão russa em fevereiro de 2022, Israel optou por uma posição neutra e não impôs sanções à Rússia, diferentemente de outras nações. Porém, as relações com Moscou se deterioraram devido à parceria crescente entre Rússia e Irã, fornecedor de drones para o Kremlin, e pelo conflito de Israel na Faixa de Gaza, criticado por autoridades russas.

Zelensky também pediu recentemente a criação de uma defesa antiaérea conjunta com países vizinhos para combater o uso de drones russos, uma demanda que voltou à tona após relatos de incidentes aéreos na Dinamarca, Polônia e Estônia.

Em vista disso, o comissário europeu de Defesa, Andrius Kubilius, destacou a importância urgente de construir um “muro antidrones” para proteger o espaço aéreo europeu, ressaltando a necessidade de agir rapidamente e aproveitar as lições aprendidas com a Ucrânia.

Essas incursões aéreas ocorrem em meio à intensificação dos ataques aéreos russos na Ucrânia e têm gerado forte reprovação dos países ocidentais.

Veja Também