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sexta-feira, 16/01/2026

Irmã do prefeito Ricardo Nunes é libertada após audiência de custódia

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Janaína Reis Miron, advogada de 49 anos e meia-irmã do prefeito Ricardo Nunes (MDB), foi liberada após audiência de custódia realizada nesta sexta-feira (16) no Fórum da Barra Funda, zona oeste de São Paulo. Ela havia sido detida na tarde de quinta-feira (15) por policiais militares, depois de ser identificada por uma câmera do sistema Smart Sampa, que utiliza reconhecimento facial para encontrar pessoas com mandados de prisão em aberto.

A prisão foi baseada em dois mandados contra Janaína, que respondia por desacato, lesão corporal e dirigir embriagada, crimes que resultaram em penas no regime aberto. No momento da detenção, ela estava em uma unidade básica de saúde no bairro Veleiros, zona sul da capital, onde buscava tratamento e medicação para dependência química.

Na delegacia do 11º DP (Santo Amaro), onde foi levada, Alexandre Fanti, presidente da OAB Santo Amaro, acompanhou o caso por Janaína ser também advogada. Segundo ele, ela está em tratamento psiquiátrico para dependência de álcool ou outras substâncias e tem um transplante de fígado agendado para a próxima semana, em razão de uma cirrose hepática.

A prefeitura, por sua vez, declarou que a prisão seguiu rigorosamente os procedimentos legais após a identificação do Smart Sampa. É importante destacar que Ricardo Nunes não tem contato com a irmã há cerca de 15 anos.

O Smart Sampa é um sistema que compara os rostos que passam pelas câmeras com fotos de pessoas procuradas pela Justiça, emitindo alertas quando há correspondência para que a polícia possa agir. Até o momento, o sistema já localizou e prendeu 2.630 pessoas foragidas, além de deter outras 3.650 em flagrante.

Detalhes das condenações

Em 2014, Janaína foi denunciada pelo Ministério Público por agredir seu filho, com relatos de mordidas, puxões de cabelo e até agressões com objetos. O caso envolvia também abuso de bebidas alcoólicas. Em 2024, ela foi sentenciada a oito meses de detenção, convertidos em serviços comunitários.

Outro processo, de 2022, detalha que Janaína foi flagrada dirigindo de forma perigosa e embriagada em rodovia no interior de São Paulo. Na ocasião, ela teria tratado os policiais de forma agressiva, mas negou embriaguez, alegando uso de medicação e tratamento em curso. A pena aplicada foi conversão em prestação de serviços sociais e pagamento de um salário mínimo.

Constam ainda dois mandados de prisão em aberto relacionados ao não cumprimento das penas, com medidas restritivas que incluem recolhimento domiciliar e controle judicial da sua movimentação e comportamento, como a proibição de frequentar bares e eventos com bebida alcoólica.

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