O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que o Irã tomará medidas firmes contra qualquer intervenção militar dos Estados Unidos em seu território. Segundo ele, “se os Estados Unidos fizerem um ataque militar, os territórios ocupados, assim como as bases militares e portuárias americanas, serão considerados alvos legítimos”.
Em um vídeo divulgado por veículos locais, Ghalibaf advertiu que a retaliação incluirá Israel e bases militares dos EUA. Esta declaração foi feita após o presidente Donald Trump afirmar que os Estados Unidos estão “prontos para ajudar” durante os protestos que ocorrem no Irã.
Os protestos continuam em várias regiões do país, mesmo com o aumento da repressão exercida pelas forças de segurança iranianas. De acordo com a ONG de direitos humanos Hrana, pelo menos 65 pessoas já morreram durante os confrontos, incluindo manifestantes e membros das forças de segurança. O número de detidos chega a 2,3 mil.
O regime iraniano classifica os manifestantes como “terroristas” e tem reforçado a segurança em prédios públicos, considerados como linhas vermelhas pela Guarda Revolucionária, a tropa de elite do país.
Vídeos e imagens mostram protestos em diferentes cidades, apesar de um apagão de internet que dificulta a avaliação da situação. Os atos começaram em 28 de dezembro, inicialmente motivados pela alta inflação, mas rapidamente adquiriram contornos políticos, com pedidos pelo fim do regime clerical. As autoridades iranianas acusam os Estados Unidos e Israel de fomentarem os protestos.
