O Irã enfrenta sanções internacionais severas há décadas, mas continua ativo no comércio global. Apesar das restrições financeiras e do isolamento político, o país mantém relações comerciais com cerca de 150 nações, trocando principalmente hidrocarbonetos, derivados de petróleo e produtos químicos por máquinas, tecnologias e insumos agrícolas.
Essa dinâmica revela uma forte dependência do exterior, crucial para sustentar a economia e atender às demandas da população iraniana. Para o governo de Teerã, o comércio externo é vital não apenas financeiramente, mas também como ferramenta diplomática.
Entre os parceiros comerciais mais relevantes destaca-se a China, que adquiriu aproximadamente 80% do petróleo exportado pelo Irã no último ano. Essa relação vai além do comércio, com mecanismos alternativos de pagamento para contornar sanções em dólares e euros. Além disso, outros países asiáticos, como Índia e Turquia, também mantêm trocas comerciais significativas com o Irã.
Na Europa, mesmo com a redução nas transações devido às sanções, países como a Alemanha continuam ativos em setores farmacêutico, industrial e químico. No entanto, o equilíbrio entre as oportunidades no mercado iraniano e os riscos jurídicos das sanções mantém as relações comerciais na Europa limitadas.
Em resumo, as sanções modificaram e fragmentaram o comércio iraniano, deslocando parte das operações para canais menos visíveis. Contudo, o país não está isolado economicamente e continua uma peça ativa no tabuleiro do comércio global.
