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sexta-feira, 10/04/2026

Irã exige fim dos ataques dos EUA para reabrir Ormuz

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O Irã afirmou nesta terça-feira, 7 de abril, que poderá aceitar um cessar-fogo temporário no conflito no Oriente Médio, desde que os ataques contra seu território sejam suspensos. A declaração foi feita pelo ministro das Relações Exteriores, Seyed Abbas Araghchi, em nome do Conselho Supremo de Segurança Nacional do país.

De acordo com o comunicado, as Forças Armadas do Irã vão interromper suas operações defensivas caso as ofensivas externas sejam cessadas. Essa posição aponta para uma possível reabertura do Estreito de Ormuz, desde que o cessar-fogo seja respeitado, em meio à recente escalada militar na região.

O anúncio acontece após esforços diplomáticos liderados pelo Paquistão, cujo primeiro-ministro, Shehbaz Sharif, tem atuado como mediador entre Teerã e os Estados Unidos.

No comunicado, o chanceler iraniano agradeceu os líderes paquistaneses pelos esforços para encerrar o conflito. Ele ressaltou: “Se os ataques contra o Irã forem interrompidos, nossas poderosas Forças Armadas cessarão suas operações defensivas”.

O texto também destaca a discussão de propostas entre as partes, incluindo um plano de 15 pontos apresentado pelos Estados Unidos e uma contraproposta iraniana de 10 pontos, que teria sido aceita pelo então presidente Donald Trump como base para negociações.

Principais pontos da contraproposta iraniana, segundo a imprensa internacional:

  • Fim dos novos ataques dos Estados Unidos;
  • Manutenção do controle do Irã sobre o Estreito de Ormuz;
  • Aceitação do enriquecimento de urânio pelo Irã;
  • Suspensão de todas as sanções primárias e secundárias;
  • Encerramento das resoluções do Conselho de Segurança da ONU e da Agência Internacional de Energia Atômica;
  • Pagamento de compensações ao Irã;
  • Retirada das tropas de combate dos Estados Unidos da região;
  • Fim da guerra em todas as frentes;
  • Liberação de todos os ativos iranianos congelados;
  • Trânsito pelo Estreito de Ormuz será controlado e coordenado com as Forças Armadas iranianas.

A sinalização do Irã ocorre após o anúncio de Washington de suspensão temporária dos ataques por duas semanas, condicionado à reabertura do Estreito de Ormuz. O acordo também recebeu apoio de Israel, que concordou em interromper bombardeios enquanto durarem as negociações.

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