O Irã executou neste sábado (25/04) um homem acusado de comandar as manifestações realizadas no início deste ano no país. Efran Kiani foi condenado pela Suprema Corte por atuar em uma missão do serviço de inteligência de Israel, o Mossad, para enfraquecer o governo iraniano.
Esta é a quarta execução realizada pelo regime iraniano relacionada aos protestos de janeiro. Conforme informações da agência de notícias do Poder Judiciário do Irã, Kiani ocupava uma posição de liderança e seguia ordens da inteligência israelense.
As autoridades afirmam que ele planejou ações para incendiar propriedades públicas e esteve envolvido em assassinatos na cidade de Isfahan, um dos principais locais dos protestos no país.
De acordo com o processo judicial, Efran Kiani liderou um grupo que, em 8 de janeiro, por volta das 20h, no cruzamento de Piroozi, enquanto uma multidão se reunia, destruiu propriedades públicas e preparou o terreno para incêndios na rua, usando tábuas de madeira e pneus colocados no local.
EUA e Irã no Paquistão
Quase dois meses após o início do conflito, representantes diplomáticos do Irã e dos Estados Unidos estarão no Paquistão. Segundo o governo iraniano, a visita não inclui negociações diretas com a administração de Donald Trump, mas sim encontros com autoridades paquistanesas.
Por sua vez, os representantes dos EUA afirmam que a missão atende a um pedido do Irã para uma nova rodada de conversas.
O prolongamento do conflito tem causado desgaste para o governo de Donald Trump. O aumento no preço do petróleo, devido à interrupção da navegação no estreito de Ormuz, e as perdas militares indicam dificuldades na condução da guerra pelo republicano, que no início do conflito previa um fim rápido para a disputa.
