Irã e Hezbollah realizaram um ataque conjunto contra Israel, marcando a primeira vez que essas forças agiram simultaneamente desde o início da guerra. Durante a madrugada, sirenes foram ativadas em todo o território israelense, e residentes relataram múltiplas explosões, embora não haja registros de vítimas.
Em retaliação, Israel conduziu a décima primeira rodada de ataques aéreos no Irã, atingindo um complexo militar crucial que abriga a sede da Guarda Revolucionária Islâmica, a milícia paramilitar Basij e uma unidade especial destinada a reprimir protestos contra o regime.
Este ataque aéreo envolveu 100 caças israelenses que lançaram 250 bombas contra o local estratégico. Segundo a agência Hrana, especializada em direitos humanos e monitoramento de conflitos, o Irã já contabiliza cerca de mil mortos e aproximadamente 5,4 mil feridos desde o começo da guerra.
Em Israel, o Instituto de Estudos de Segurança Nacional (INSS) informou 12 fatalidades. Além disso, o Seguro Social israelense indicou que mais de 1,7 mil cidadãos foram deslocados e receberam abrigo temporário em hotéis.
Nova Frente de Conflito
Além dos combates no Irã, Israel e Hezbollah também estão envolvidos em uma nova linha de batalha no Líbano. A milícia xiita libanesa, Hezbollah, que se juntou oficialmente ao conflito ao lado do Irã, disparou cerca de cem foguetes a partir do território libanês.
Israel respondeu com uma incursão terrestre e continuou os ataques no bairro de Dahieh, ao sul de Beirute, conhecido como reduto do Hezbollah na capital libanesa.
O Exército israelense ordenou a evacuação de toda a área ao sul do Rio Litani, localizada aproximadamente 25 km ao norte da fronteira entre Israel e Líbano, o que provocou uma fuga em massa dos residentes para o norte do Líbano.
Até o momento, o Ministério da Saúde do Líbano reportou cerca de 70 mortos e 350 feridos decorrentes desses confrontos.

