A Associação Internacional Iraniana de Ciências Sociais divulgou uma declaração no Dia Internacional da Mulher em 8 de março, criticando duramente os Estados Unidos e mencionando o caso Epstein em um contexto de conflito no Oriente Médio e violações dos direitos das mulheres.
No comunicado, a organização acusa os EUA de promoverem uma invasão militar ao Irã ordenada por Donald Trump e associa o nome do ex-presidente aos arquivos do escândalo Epstein, ressaltando que seu nome aparece com maior frequência do que qualquer outro.
Apesar do reconhecimento mundial da data, o texto ressalta as difíceis condições enfrentadas pelas mulheres iranianas, que vivem sob um regime teocrático que limita seus direitos, incluindo restrições para viagens sem permissão do marido e penalidades severas pelo uso do hijab fora das normas estabelecidas.
A morte de Mahsa Amini em 2022, após ser detida pela polícia da moralidade por uma suposta violação das regras de vestimenta, é mencionada como um símbolo das opressões enfrentadas pelas mulheres no país.
A mensagem relata que, no primeiro dia da suposta agressão militar, forças ligadas a Trump bombardearam uma escola feminina em Minab, resultando na morte de 168 estudantes inocentes.
O comunicado também critica nações cujos líderes estão implicados em crimes relacionados ao abuso sexual de menores, citando Jeffrey Epstein, e responsabiliza essas nações pelas mortes de milhares de mulheres e crianças em Gaza, além de destacá-las como hipócritas que se apresentam erroneamente como defensoras dos direitos femininos.
Por fim, a Associação Internacional Iraniana de Ciências Sociais conclama a solidariedade global às mulheres e meninas iranianas, que continuam a lutar firmes por justiça e dignidade, enfrentando com coragem as adversidades impostas pelos conflitos e pelo regime vigente.

