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Mundo

Irã critica ações dos EUA e pode recusar negociações

Arte Metrópoles

O Irã afirmou nesta terça-feira (21/4) que ainda não decidiu se participará da nova rodada de negociações com os Estados Unidos, que deve acontecer no Paquistão. Este posicionamento aumenta a dúvida sobre o futuro do cessar-fogo entre os dois países.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, condenou as recentes ações militares dos EUA no mar, qualificando as operações contra embarcações iranianas como “pirataria marítima” e “terrorismo de Estado”.

As mensagens e ações contraditórias dos Estados Unidos colocam em dúvida sua seriedade nas negociações, destacou Baghaei em entrevista à TV estatal iraniana.

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Escalada Militar Aumenta a Tensão

  • Os comentários do Irã vieram após uma sequência de incidentes envolvendo navios ligados ao país.
  • No domingo, forças americanas alvejaram e apreenderam um navio de bandeira iraniana, alegando que ele tentava quebrar o bloqueio naval imposto por Washington.
  • Nesta terça, o Exército dos EUA informou ter abordado um petroleiro sancionado, chamado Tifani, em uma ação sem conflitos.
  • Monitoramento marítimo indica que o navio carregava cerca de 2 milhões de barris de petróleo, vindos da ilha iraniana de Kharg.
  • Para o governo de Teerã, essas ações violam o direito internacional e dificultam o avanço das negociações diplomáticas.

Paquistão Espera Decisão

O Paquistão, que está conduzindo os esforços para uma segunda rodada de negociações, ainda aguarda uma resposta formal do Irã sobre a participação da delegação em Islamabad. O ministro da Informação do Paquistão, Attaullah Tarar, ressaltou que a decisão antes do término do cessar-fogo é fundamental para manter o processo diplomático.

Por sua vez, do lado americano, o presidente Donald Trump subiu o tom e ameaçou retomar bombardeios contra o Irã caso não haja um acordo até o fim do cessar-fogo. Em entrevista à CNBC, Trump afirmou: “Eu espero bombardear, pois acredito ser a melhor forma de lidar com a situação.” Ele também disse que não pretende estender a trégua e que as forças dos EUA estão “mais poderosas” após o período de cessar-fogo.

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