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IPCA de maio fica em 0,13%, menor resultado para o mês desde 2006

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Inflação oficial é medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

PIB: Para 2019, o mercado reduziu marginalmente a previsão de alta do PIB, de 2,55% para 2,53% (Paulo Whitaker/Reuters)

São Paulo – A inflação oficial no Brasil, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ficou em 0,13% em maio, segundo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta sexta-feira, 07. O resultado, menor para o mês desde 2006, foi influenciado pela deflação de 0,56% no preço dos alimentos e bebidas.

Em abril, a inflação havia ficado em 0,57%, o maior nível para o mês em três anos, por conta dos preços dos medicamentos.

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Dólar cai para abaixo dos R$ 5,25 com otimismo global sobre reaberturas

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Real volta a acompanhar movimento das principais moedas emergentes, após ter destoado negativamente no pregão anterior

Dólar: o dólar à vista fechou a sessão da véspera em alta de 0,82%, a 5,3843 reais na venda (the_burtons/Getty Images)

O dólar recua frente ao real, nesta terça-feira, 2, em mais um dia de bom humor nos mercados internacionais com a expectativa de que as economias se recuperem conforme os processos de reabertura avançam em diversos países. Às 14h, o dólar comercial caía 3% e era vendido por 5,227 reais, enquanto o dólar turismo, com menor liquidez, recuava 2,8%, cotado a 5,51 reais.

Dessa forma, o Brasil volta acompanhar o movimento internacional de depreciação do dólar. No pregão anterior, o real destoou do resto do mundo e foi a única moeda, entre as principais emergentes, que se desvalorizou. “Isto tem ocorrido com frequência, indicando que o Brasil tem fatores de influência que os diferencia neste momento para pior, e isso passa mais pelas tensões políticas do que pelas conhecidas razões fiscais e econômicas”, afirmou, em relatório, Sidnei Nehme, economista e diretor executivo da NGO Corretora.

Também ajuda a endossar o otimismo a notícia do Global Times, que afirma que a China continua comprando soja americana. Na véspera, a Bloomberg informou que o governo chinês havia interrompido as importações de produtos agrícolas americanos, incluindo a soja, que fazia parte do acordo comercial entre os dois países.

Ainda assim, o mercado continua atento aos desdobramentos da tensão entre os dois países. Na semana passada, o presidente Donald Trump anunciou retaliações à China como resposta à tentativa do governo chinês de obter maior controle sobre Hong Kong por meio da lei de segurança nacional. A China prometeu um contra-ataque, mas até agora não anunciou medidas.

Sem claras ameaças à primeira fase do acordo comercial, o mercado vê um esfriamento, mesmo que momentâneo, do tema e volta suas preocupações para as manifestações antirracistas nos Estados Unidos, desencadeadas após o cidadão negro George Floyd ser assassinado pela polícia de Minneapolis. Na véspera, Trump ameaçou usar o exército “para resolver” o que ele considera ser “atos de terrorismo doméstico”.

Iniciados na semana passada, os protestos estão sendo marcados por conflitos rotineiros entre manifestantes e policiais. Pouco mais de 20 dos 50 estados americanos já contam com a presença da guarda nacional para conter os protestos.

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Ibovespa sobe e volta aos 90 mil apesar de queda do PIB. Entenda:

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Otimismo generalizado com perspectiva de recuperação econômica dá continuidade ao rali das bolsas de valores

Bolsa: Ibovespa já subiu mais de 45% desde as mínimas do ano (Jesada Wongsa/Getty Images)

A bolsa brasileira segue em trajetória de alta, nesta terça-feira, 2, acompanhando o otimismo internacional com a recuperação das principais economias do mundo. Às 13h52, o Ibovespa, principal índice de ações, avançava 1,93% e marcava 90.341 pontos, caminhando para nova máxima desde 10 de março, quando fechou em 92.214,47 pontos.

Desde as mínimas do ano, quando tocou os 61.690 pontos, o Ibovespa já subiu mais de 45%. Segundo Marcel Zabello, analista da Necton Investimentos, a reabertura das economias e a maior disponibilidade de dados relacionados ao impacto do coronavírus na economia são os principais gatilhos para alta.

Embora a mediana das projeções do boletim Focus mostre que a expectativa é a de que o PIB brasileiro caía 6,5% neste ano e só volte ao patamar anterior a partir de 2022, o mercado projeta uma retomada mais acelerada, pelo menos na bolsa. “Quando olha para os Estados Unidos, nossa bolsa está para trás. Teoricamente, tem até mais espaço para subir”, disse Zambello.

No radar dos investidores também estão os estímulos por parte de governos e bancos centrais. De acordo com o jornal alemão Bild am Sonntag, a Alemanha planeja um novo pacote de até 80 bilhões de euros para acelerar a economia. Por lá, o índice Dax da bolsa de Frankfurt fechou em alta de 3,75%. “Não são todos países que têm bala para isso. Mas talvez ajude a retomar a atividade econômica um pouco mais rápido”, disse William Teixeira, diretor de renda variável da Messem Investimentos.

Segundo Teixeira, a valorização de ativos de maior participação no Ibovespa pode impulsionar ainda mais a alta do índice. “As principais ações do Ibovespa ainda não andaram, como Petrobras e os bancos. Ainda tem como ganhar bastante pontos com eles.”

Em meio ao otimismo generalizado, temas críticos, como a escalada de tensões entre China e Estados Unidos. “A guerra comercial atrapalha o cenário. Mas o rali está ignorando isso”, disse Zambello.

Na semana passada, Donald Trump anunciou retaliações à China em resposta à tentativa do governo chinês de ter maior controle sobre Hong Kong por meio da lei de segurança nacional. O gigante asiático prometeu contra-atacar, mas ainda não anunciou novas medidas.

Na segunda-feira, a Bloomberg noticiou que a China havia interrompido as importações de produtos agrícolas americanos, incluindo a compra de soja, que fazia parte da primeira fase do acordo comercial. Porém, nesta terça, o Global Times informou que carregamentos de soja americana continuam chegando à China.

Tampouco faz efeito sobre os mercados a onda de protestos antirracistas nos Estados Unidos, desencadeada após o cidadão negro George Floyd ter sido assassinado pela polícia de Minneapolis. Na véspera, Trump ameaçou mandar o Exército para “resolver” o que ele chama de “atos de terrorismo doméstico”. As manifestações têm terminado, de forma recorrente, em conflito com policiais. Mais de 20 dos 50 estados já contam com a presença da guarda nacional para tentar controlar a situação. Nos Estados Unidos, o S&P 500 caminha para sua sexta alta dos últimos sete pregões.

Por aqui, as ações de empresas fortemente atingidas pelos impactos econômicos do coronavírus lideram as altas da sessão. Na ponta do índice, os papéis da GOL sobem 13,6% e os da agência de turismo CVC, 11,74%. As ações das companhias de ensino Yduqs e Cogna sobem cerca de 10,5%.

 

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Após suspensão, governo autoriza reajuste de até 5,2% no preço de remédios

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O reajuste normalmente começa a valer em abril, mas por conta da crise do coronavírus medida foi adiada para junho

Governo Federal, Medicamentos/Exame

Depois de suspender por dois meses, o governo federal autorizou nesta segunda-feira, dia 1º, reajuste de até 5,21% nos preços de medicamentos para 2020. O aval para o aumento foi publicado na noite de segunda em edição extraordinária do Diário Oficial da União (DOU), em decisão da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) e as empresas já podem aplicá-lo. “As empresas produtoras de medicamentos poderão ajustar os preços de seus medicamentos em 31 de maio de 2020, nos termos desta resolução”, diz o ato.

O reajuste dos preços dos remédios é definido pela CMED em março de cada ano, passando a valer a partir de 1º de abril. Neste ano no entanto, governo e indústria farmacêutica fizeram um acordo para adiar a correção por 60 dias, dentro do conjunto de ações para atenuar os efeitos econômicos do novo coronavírus no País.

A suspensão do reajuste foi formalizada pela Medida Provisória 933/2020, editada no fim de março e que aguarda votação no Congresso. A Câmara deve votar a MP ainda esta semana.

Pela resolução da CMED publicada no Diário Oficial, o reajuste máximo permitido para este ano será aplicado em três faixas, de 5,21%, 4,22% e 3,23%, a depender do tipo de medicamento. O teto do aumento autorizado para 2020 é superior ao do ano passado, que foi de 4,33%, e ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 11 de março de 2020, que acumulou 4,01% no período entre março de 2019 e fevereiro de 2020.

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Economia francesa recuará 11% e há dias difíceis pela frente, diz ministro

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França impôs um dos mais rígidos bloqueios da Europa em meados de março e só começou a remover as restrições em 11 de maio

Paris: cafés, bares e restaurantes só foram autorizados a reabrir para atividades regulares nesta terça-feira (Stephane Cardinale/Getty Images)

A economia francesa deve contrair 11% este ano devido à crise do coronavírus e há mais dias difíceis pela frente até que as coisas se recuperem no próximo ano, disse o ministro das Finanças do país, Bruno Le Maire, nesta terça-feira.

A França impôs um dos mais rígidos bloqueios da Europa em meados de março e só começou a remover as restrições em 11 de maio. Cafés, bares e restaurantes só foram autorizados a reabrir para atividades regulares nesta terça-feira.

“Fomos atingidos com força pelo vírus, tomamos medidas eficazes para proteger a saúde do povo francês, mas a economia praticamente parou por três meses”, disse Le Maire à rádio RTL.

“Vamos pagar por isso com crescimento”, disse ele, acrescentando que uma atualização orçamentária em preparação previa uma contração de 11%, contra estimativa de queda de 8% anteriormente.

“Mesmo que seja difícil ouvir isso num dia em que o sol está brilhando e os cafés estão reabrindo, a parte mais difícil ainda está à nossa frente em termos sociais e econômicos”, disse Le Maire.

 

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Economia

Escassez de recursos dificulta recuperação econômica, diz Banco Mundial

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Banco Mundial advertiu que a recessão global levará 60 milhões de pessoas à pobreza extrema

Dinheiro: economias avançadas enfrentarão as maiores recessões em termos percentuais (Paul Yeung/Bloomberg)

A economia global enfrenta perdas “abissais” pela pandemia de coronavírus, e a recuperação é prejudicada pela escassez de recursos – afirmou o presidente do Banco Mundial, David Malpass, em uma entrevista à AFP.

Embora a instituição com sede em Washington já tenha liberado 160 bilhões de dólares para mais de 100 países, para que consigam enfrentar a emergência, a crise obrigará as nações em desenvolvimento a repensarem a estrutura de suas economias, destacou.

Para Malpass, o efeito devastador da pandemia de covid-19 na economia mundial é muito maior do que os 5 trilhões de dólares de riqueza destruídos e apontados em uma primeira estimativa de danos.

O Banco Mundial advertiu que a recessão global levará 60 milhões de pessoas à pobreza extrema, mas David Malpass afirmou que a projeção sombria provavelmente vai piorar com o avanço da crise.

O que tira o sono do presidente do Banco Mundial?

“Que não existam recursos suficientes”, responde Malpass.

“Eu continuo buscando (…) que outros participem dos programas que implementamos”, inclusive por meio de pagamentos diretos em dinheiro para ajudar rapidamente as populações mais vulneráveis nos países pobres, destacou.

O Banco Mundial publicará na próxima semana as previsões revisadas das Perspectivas da Economia Mundial (GEP, na sigla em inglês), mas os números por si só não podem apresentar uma ideia da magnitude do desastre, que deixará cicatrizes por muito tempo.

“Os países enfrentam a recessão global mais profunda desde a Segunda Guerra Mundial”, disse Malpass.

“E isto deveria manter muitas pessoas acordadas durante a noite, preocupadas com as consequências para os pobres, para os vulneráveis dentro dessas economias, para as crianças, para os profissionais da saúde, todos enfrentando desafios sem precedentes”, resumiu.

As economias avançadas enfrentarão as maiores recessões em termos percentuais, mas, “em muitos sentidos, as contrações mais perigosas acontecerão nos países mais pobres, porque estavam mais próximos da linha de pobreza antes da pandemia”, advertiu.

O aumento da pobreza extrema dependerá em grande parte da velocidade de reabertura das economias avançadas, já que os países em desenvolvimento dependem dos mercados dos países ricos, explicou Malpass.

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Ibovespa sobe com otimismo sobre recuperação econômica

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Dados industriais da China e da Europa dão sinais de que o pior da crise econômica pode ter ficado para trás

BOLSA: o dólar americano fechou o dia valendo 4,86 reais. / REUTERS/ (Paulo Whitaker/Reuters)

A bolsa brasileira retomou o movimento de alta, nesta segunda-feira, 1, com os investidores repercutindo os dados positivos das industrias chinesas e da zona do Euro, que demonstram sinais de que o pior da crise econômica pode ter ficado para trás. Contudo, o embate comercial entre China e Estados Unidos ganha novos desdobramentos e aumenta a cautela entre os investidores. Às 13h, o Ibovespa, principal índice de ações, avançava 1,44% e marcava 88.664 pontos.

Nesta semana, a China voltou a apresentar números fortes. Divulgado ainda na noite de domingo, seu índice de gerente de compras (PMI, na sigla em inglês) industrial chinês ficou em 50,7 pontos, acima dos 50 pontos, que delimitam a expansão da contração da atividade. O resultado deu impulso às bolsas asiáticas, que fecharam no positivo, também absorvendo as altas dos mercados ocidentais de sexta-feira. Os números da indústria também vieram positivos na zona do Euro. Embora tenha ficado abaixo dos 50 pontos, os 39,4 pontos do PMI europeu de maio vieram quase em linha com as expectativas e melhores do que os 33,4 pontos registrados em abril.

Por outro lado, o otimismo com a recuperação econômica contrasta com a escalada de tensões entre China e Estados Unidos. De acordo com a agência Bloomberg, o governo chinês ordenou que suas estatais interrompessem a compra de produtos agrícolas americanos.

A relação entre os dois países, que já vinha azeda, se deteriorou ainda mais na semana passada, quando o parlamento chinês aprovou a lei de segurança nacional sobre Hong Kong, visto como uma tentativa de aumentar o controle sobre o território autônomo.  Na sexta-feira, o presidente Donald Trump anunciou retaliações à medida, mas não ameaçou a primeira fase do acordo comercial, o que serviu de alívio para o mercado.

Mas, de acordo com Gustavo Bertotti, economista da Messem Investimentos, a retaliação chinesa ao setor agrícola dos Estados Unidos pode colocar em xeque a primeira fase do acordo, visto que a importação de soja americana fazia parte das negociações. “Vamos ver como o governo americano vai se pronunciar. Até então, estão mais tranquilos.”

Bruno Lima, analista de renda variável da Exame Research, vê a alta impulsionada pelo mercado local. “Estão reduzindo posição vendida e comprando índice. Não tem estrangeiro.”

Nos Estados Unidos, o índice S&P 500 avança 0,25%. Na Europa, as principais bolsas de valores fecharam em alta de mais 1%, ainda absorvendo o discurso mais brando que Trump fez na sexta-feira.

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