A National Transportation Safety Board (NTSB) informou nesta segunda-feira (2/11), durante uma coletiva de imprensa, que ainda não é possível afirmar se a copilota Nathalia Gadelha, de 20 anos, estava pilotando o jato no momento do acidente. “Ainda não sabemos disso e essa é uma das questões que vamos tentar esclarecer”, disse o investigador Timothy Monville.
O avião caiu na Flórida no domingo (1º/11), causando a morte de nove pessoas. A investigação pretende determinar se Nathalia estava no comando da aeronave ou apenas cuidava das comunicações pelo rádio.
Timothy Monville comentou que há evidências de que o avião sofreu fragmentação antes de atingir o chão: “Temos indícios iniciais de que a aeronave se desintegrou antes do impacto”.
Thomas Chapman, membro do NTSB, ressaltou que um gravador de voz da cabine foi instalado no Learjet em algum momento, mas ainda é cedo para saber se ele estava na aeronave durante a queda. “Esperamos poder recuperá-lo”, afirmou.
O jato particular caiu em um parque de trailers em Greenacres, no sul da Flórida. O impacto causou uma grande explosão e incêndio, atingindo pelo menos uma casa no local. Todas as nove pessoas que estavam a bordo morreram.
A aeronave caiu por volta das 12h50, no horário local. Ela havia partido do Aeroporto Internacional de Austin-Bergstrom, no Texas, com destino ao Aeroporto de North Eleuthera, nas Bahamas.
Um áudio liberado pelo site LiveATC, que transmite comunicações entre pilotos e controladores, revelou os momentos finais do voo. A voz no áudio, confirmada pela família de Nathalia Gadelha, indica que a copilota enfrentava turbulência moderada e tentava ajustar a rota para encontrar condições melhores de voo.
Menos de um minuto depois, ela declarou emergência usando o código internacional “Mayday” e informou que o avião estava descendo a uma velocidade de 10 mil pés por minuto, chegando a atingir uma queda de 22 mil pés por minuto.
Durante a comunicação, a copilota chegou a dizer que a aeronave poderia se chocar contra o solo. A última frase registrada no áudio foi: “Estamos sem tempo”.

