O governo dos Estados Unidos iniciou uma investigação comercial que inclui o Brasil, o que pode levar à aplicação de novas tarifas sobre produtos exportados para o mercado americano. Essa ação foi aberta pela Representação Comercial dos EUA (USTR) em 12 de março de 2026 e envolve 60 países, entre eles China, União Europeia, México, Argentina e Israel.
A investigação baseia-se no Artigo 301 da Lei de Comércio de 1974, que permite avaliar se práticas comerciais são injustas, especialmente no que se refere à circulação de produtos fabricados com trabalho forçado. O objetivo é verificar se os governos estrangeiros não estão tomando medidas suficientes para prevenir a entrada de bens produzidos nessas condições em seus mercados.
O representante comercial americano, Jamieson Greer, afirmou que trabalhadores e empresas dos EUA têm enfrentado concorrência desleal devido a esses produtos, que podem ter custos artificiais mais baixos devido ao uso de trabalho forçado.
Caso a investigação confirme essas práticas, os Estados Unidos poderão impor sanções comerciais, incluindo tarifas adicionais sobre os produtos importados dos países investigados.
O processo prevê consulta com os governos envolvidos e uma audiência pública em 28 de abril. Comentários escritos poderão ser apresentados até 15 de abril, e a expectativa é concluir a investigação até o fim de julho.
Esta medida ocorre após uma decisão da Suprema Corte dos EUA que considerou ilegal a aplicação de tarifas por meio da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional, utilizada anteriormente para impor sanções econômicas e comerciais.
