As polícias civis de Santa Catarina e Paraná estão investigando as mortes de dois cães comunitários, conhecidos como Orelha e Abacate. Esses casos chamaram a atenção dos moradores, artistas e autoridades que pedem justiça.
Abacate foi baleado em Toledo, no Paraná, e morreu no dia 27 de janeiro, depois de ser levado para cirurgia em um hospital veterinário. A coordenadora de Proteção e Defesa Animal do município, Cinthia Moura, informou que o caso está sob responsabilidade da Polícia Civil do Paraná, que busca identificar os autores do crime para enquadrá-los por maus-tratos com intenção de matar.
O cão Orelha, de Florianópolis, Santa Catarina, foi agredido violentamente por um grupo de adolescentes no início do mês. Segundo as investigações, ele sofreu ferimentos graves na cabeça e precisou ser eutanasiado para evitar sofrimento. A Polícia Civil de Santa Catarina identificou quatro adolescentes suspeitos e cumpriu mandados de busca e apreensão. Três homens, familiares dos suspeitos, foram indiciados por coação de testemunhas.
Dois inquéritos foram abertos: um para apurar a morte do cão e outro para o crime de coação. Enquanto isso, a defesa dos adolescentes alega que não existem provas visuais do abuso e pede que as autoridades sigam os trâmites legais, com análise cuidadosa das evidências, para que os culpados sejam punidos corretamente.
Os advogados Alexandre Kale e Rodrigo Duarte alertam para o perigo do linchamento virtual que as famílias vêm sofrendo, pedindo cautela na divulgação de informações incorretas e afirmando a colaboração com as investigações para que o caso seja esclarecido rapidamente.
