JÚLIA MOURA
FOLHAPRESS
Ao longo de 2025, investidores individuais compraram e venderam ações no mercado à vista da Bolsa de Valores, movendo um total de R$ 517,3 bilhões. Esse valor é 2,3% maior do que o registrado em 2024, conforme dados do Datawise+, da B3 e da Neoway.
Considerando também os BDRs (recibos de ações estrangeiras), ETFs (fundos de índice) e fundos imobiliários, o volume negociado por esses investidores chegou a R$ 747,7 bilhões, o que representa um crescimento anual de 1,22%.
Os papéis mais comprados por pessoas físicas foram da Petrobras, Vale e Banco do Brasil.
Ações preferidas dos investidores individuais em 2025
- Petrobras (PETR4)
- Vale (VALE3)
- Banco do Brasil (BBAS3)
- Magalu (MGLU3)
- Embraer (EMBR3)
- Itaú (ITUB4)
- Prio (PRIO3)
- Bradesco (BBDC4)
- Brava Energia (BRAV3)
- Weg (WEGE3)
O ano de 2025 apresentou o melhor desempenho do Ibovespa e do real desde 2016. Investidores estrangeiros diversificaram seus investimentos fora dos Estados Unidos, ajudando o índice principal da Bolsa brasileira a terminar o ano com alta acumulada de 33,7%. Em dólares, essa foi a maior variação em nove anos, com o Ibovespa superando até o desempenho de 2016, ano de grandes mudanças políticas no Brasil.
A moeda brasileira também encerrou o ano mais valorizada frente ao dólar, que caiu 11,19%, a maior queda desde 2016.
Durante 2025, o Ibovespa quebrou 32 recordes de fechamento nominais, alcançando uma máxima de 164.455,61 pontos em 4 de dezembro.
No entanto, mesmo com a alta taxa Selic de 15%, a mais alta desde 2006, o aumento no interesse por ações entre pequenos investidores foi mais moderado comparado ao movimento intenso visto durante a pandemia de Covid-19.
De acordo com a B3, em 2025 havia 5,4 milhões de investidores individuais em renda variável, com R$ 601,6 bilhões sob custódia — crescimento de 2% no número de investidores e 13,87% no total investido, em relação a 2024.
No segmento de ETFs, o número de investidores pessoa física foi de 668,4 mil, com R$ 24,1 bilhões investidos. Já os BDRs somaram 980,9 mil investidores individuais, com R$ 14,8 bilhões em custódia.
