O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adota uma visão singular em comparação com outros líderes globais ao discutir a interferência em sistemas judiciais internacionais. Sua expressão “caça às bruxas” ganhou destaque após enfrentar dois processos de impeachment e diversas acusações criminais.
Agora, utilizando o mesmo discurso, Trump denuncia que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, são alvo de um judiciário repressivo. Sua intenção parece ser influenciar as decisões internas dessas nações.
Defesa Pública de Bolsonaro
Nos últimos dias, Trump expressou apoio ao ex-presidente brasileiro, classificando sua situação como uma perseguição política no Supremo Tribunal Federal (STF). Ele destacou a persistência das autoridades brasileiras em acusar Bolsonaro, mesmo sem evidências de culpa, e enfatizou a dedicação do ex-presidente ao país e sua firme atuação em questões comerciais.
Além disso, Trump comparou pessoalmente as acusações contra Bolsonaro aos processos que enfrentou nos Estados Unidos, ressaltando sua experiência pessoal com campanhas de difamação.
Acusações e Processo contra Bolsonaro
- Organização criminosa armada
- Tentativa de derrubada violenta da ordem democrática
- Golpe de Estado
- Danos graves ao patrimônio público
- Deterioração de patrimônio histórico
Bolsonaro está inelegível por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e responde a inquéritos no STF.
Impacto da Interferência
Especialistas em direito internacional consideram que Trump não possui poder algum para intervir em processos judiciais estrangeiros. Para o professor João Amorim da Unifesp, nenhum chefe de estado tem competência para influenciar decisões do judiciário de outro país.
O professor Fernando de Magalhães Furlan destaca que as ações do presidente americano contra o Brasil são incoerentes e refletem uma visão distorcida da realidade política brasileira.
Quanto aos efeitos práticos, as medidas econômicas impostas, como a tarifa de 50% ao Brasil, são consideradas separadas das disputas judiciais e podem ser revistas em breve.
Repercussão e Perspectivas
Segundo João Amorim, a ofensiva de Trump pode ser parte de uma estratégia usada por aliados do ex-presidente brasileiro nos Estados Unidos para alimentar uma campanha de desinformação.
Embora as declarações tenham repercussão entre grupos radicais da oposição, há expectativa de que o cenário se normalize e as medidas punitivas sejam suspensas ou ajustadas em breve.