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Um instrutor ouvido pela Polícia Civil contou que Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, foi a primeira pessoa a saltar na modalidade conhecida como “aviãozinho” no evento de rope jump realizado na Ponte do Esqueleto, em Limeira, São Paulo. Infelizmente, a jovem morreu no sábado (13) após ser lançada da estrutura sem estar presa à corda de segurança.
Antes dela, outra participante havia desistido do salto. O salto dessa pessoa estava marcado antes do da jovem, mas ela teve medo e desistiu. O instrutor não confirmou se a desistência foi apenas para o salto “aviãozinho” ou para toda a atividade.
No dia, Maria Eduarda foi a primeira a saltar na modalidade “aviãozinho”. O instrutor declarou à polícia que não recorda a ordem exata dos saltos, mas mencionou que ela saltou entre a 11ª e a 19ª posição no evento.
O instrutor afirmou que estava de costas no momento do acidente, a cerca de quatro metros da plataforma, enquanto ajudava outra cliente com os equipamentos. Ele ouviu gritos e, ao se virar, percebeu que a jovem já havia caído.
Ele explicou que os gritos são comuns durante os saltos, pois os participantes e o público ao redor costumam gritar. Ele recordou: “O que eu ouvi foi ‘meu Deus, a menina, socorre menina’, porque é normal a pessoa gritar quando pula, assim como as pessoas ao redor. Quando me virei, o acidente já tinha acontecido.”
Na modalidade “aviãozinho”, o participante é levantado antes de ser lançado, sendo impulsionado pelos instrutores que o seguram acima da cabeça.
O instrutor contou que a checagem de segurança deveria ser feita antes do salto, garantindo que a corda estivesse presa ao participante antes de ele ser levado à área do salto ou erguido pelos instrutores.
Ele negou ser responsável por prender a corda, dizendo que sua função era receber os clientes, organizar a ordem dos saltos e colocar equipamentos como capacete, peitoral e mosquetões, que devem ser fixados em duas cordas e cadeira de sustentação.
O instrutor também disse que não ouviu nenhum alerta sobre a falta do equipamento de segurança. Só percebeu algo errado após os gritos. Quando olhou para a área do salto, Maria Eduarda já havia caído. Uma enfermeira presente no local desceu para ajudar a prestar os primeiros socorros.
Maria Eduarda Rodrigues de Freitas morreu após ser lançada da Ponte do Esqueleto sem estar conectada à corda de segurança durante um evento de rope jump em Limeira.
Vídeos mostraram o momento em que a jovem foi erguida e arremessada por três homens. O boletim de ocorrência indica que ela foi lançada em queda livre, sem o equipamento de segurança preso ao corpo.
Três homens foram presos em flagrante e indiciados por homicídio com dolo eventual. A Justiça converteu as prisões em preventivas. Outros participantes foram ouvidos e liberados devido à falta de provas que os ligassem diretamente ao acidente.
O que diz a defesa
O advogado dos três presos declarou ao programa Fantástico, da TV Globo, que os clientes estão em estado de choque e não conseguem explicar o que causou a falha.
A defesa contesta a acusação de homicídio doloso, pedindo que o caso seja tratado como crime culposo, sem intenção de matar. O espaço está aberto para novas manifestações dos envolvidos.
