O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) decidiu parar de enviar dinheiro ao Banco Master depois de encontrar sinais de problemas em contratos de empréstimos consignados feitos com aposentados e pensionistas.
Essa decisão veio após um aumento nas reclamações dos beneficiários e depois que o INSS analisou e constatou que algumas regras não foram seguidas, como a falta de informações claras sobre juros e custos, além de falhas na confirmação das assinaturas eletrônicas, que não tinham códigos QR para provar sua autenticidade.
Desde setembro do ano passado, o Banco Master não podia mais oferecer novos empréstimos consignados porque o acordo com o INSS não foi renovado. Mas os pagamentos para contratos já existentes continuaram. Agora, cerca de R$ 2 bilhões, referente a aproximadamente 254 mil contratos, estão bloqueados para investigação e só serão liberados se tudo estiver correto.
O presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, confirmou essa decisão durante uma entrevista na GloboNews na sexta-feira (16). Ele explicou que negociações para liberar o dinheiro foram rejeitadas e que os valores ficarão sob responsabilidade do governo até que as assinaturas sejam verificadas.
O INSS marcou uma reunião com o responsável pela liquidação do Banco Master, Eduardo Félix Bianchi, para discutir o assunto e definir um prazo para resolver as pendências. Se os problemas não forem corrigidos, os contratos serão cancelados e o dinheiro descontado dos beneficiários será devolvido.
Waller Júnior aconselhou aposentados e pensionistas afetados, cujos valores foram descontados a partir de setembro, a fazer reclamações na ouvidoria do INSS para ajudar na investigação, protegendo os segurados e corrigindo os descontos na folha de pagamento.
Além disso, o INSS fez um acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e a Associação Brasileira de Bancos (ABBC) para voltar a cobrar a taxa operacional das instituições que oferecem crédito consignado. O valor de R$ 148,4 milhões, que estava suspenso desde 2022, será cobrado para melhorar a gestão do sistema sem prejudicar os beneficiários da Previdência Social.
