IDIANA TOMAZELLI
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS)
O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) está solicitando a confirmação da validade de 251 mil contratos de empréstimos consignados feitos pelo Banco Master antes de liberar os valores retidos desde dezembro do ano passado.
A decisão foi anunciada após uma reunião entre o presidente do INSS, Gilberto Waller Jr., e o liquidante do Master, Eduardo Bianchini, que é aposentado do Banco Central e responsável pela EFB Regimes Especiais de Empresa.
O INSS vai pedir ao liquidante que apresente comprovantes que demonstrem, entre outras coisas, a taxa de juros cobrada e a autenticidade das assinaturas dos contratantes.
Se essa regularidade não for demonstrada, o dinheiro retido desde dezembro será devolvido aos beneficiários. Aproximadamente R$ 2 bilhões estão bloqueados para averiguação.
O Banco Master já estava proibido de fazer novos empréstimos consignados desde setembro do ano passado, quando seu contrato com o INSS não foi renovado.
No início deste ano, o INSS decidiu suspender o repasse dos valores das parcelas devido a suspeitas de irregularidades, como falta de dados obrigatórios e problemas nas assinaturas eletrônicas dos contratos.
Em entrevista à GloboNews, Waller Jr. explicou que o aumento nas reclamações levou o INSS a solicitar cópias dos contratos ao banco. A análise mostrou que os contratos não apresentavam informações sobre juros ou custos totais e tinham um formato padrão abaixo das exigências do INSS.
Também chamou atenção o fato das assinaturas nos documentos parecerem eletrônicas, mas sem o QR Code necessário para validar sua autenticidade. Waller Jr. afirmou que o banco tentou um acordo para liberar os valores, mas o INSS recusou até que a autenticidade das assinaturas fosse comprovada.
