Nesta sexta-feira (6 de fevereiro), autoridades federais, estaduais e municipais participaram da cerimônia de início da construção da Ferrovia do Projeto Sucuriú (EF-A35), em Inocência, no leste de Mato Grosso do Sul. O evento contou com a presença do ministro dos Transportes, Renan Filho; da ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet; do governador Eduardo Riedel; e do secretário Nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro.
Este projeto pioneiro de ferrovia curta (short line) após a nova regulamentação ferroviária de 2021 terá um trecho de 47 quilômetros ligando a futura fábrica da Arauco em Inocência e Vale do Sucuriú ao eixo ferroviário em Aparecida do Taboado, que está conectado à Malha Norte da Rumo. Com isso, a celulose produzida será transportada até o Porto de Santos (SP), para exportação aos mercados dos Estados Unidos, Europa e Ásia. A ferrovia foi projetada para transportar até 3,5 milhões de toneladas de celulose por ano, por meio de trens com até 100 vagões.
O investimento no projeto varia entre R$ 2,4 bilhões e R$ 2,8 bilhões, incluindo locomotivas e vagões. A previsão é que as obras estejam concluídas até o segundo semestre de 2027. Durante a construção, cerca de 14 mil empregos temporários serão gerados, além de mil postos de trabalho diretos e 6 mil empregos permanentes na operação da ferrovia.
O presidente da Arauco Brasil, Carlos Alberto Altimiras, destacou a importância da ferrovia como uma base fundamental para o projeto da fábrica. O ministro Renan Filho ressaltou que esta iniciativa impulsiona o desenvolvimento regional e a reintegração de Mato Grosso do Sul à rede ferroviária nacional, mencionando também o leilão para revitalização da Malha Oeste. A simone Tebet destacou a relevância econômica da região, que é a maior produtora mundial de celulose, contribuindo significativamente para o PIB do Brasil e para a balança comercial. O governador Eduardo Riedel projeta que o projeto trará transformações importantes para o estado nos próximos 10 anos.
O prefeito de Inocência, Antônio Ângelo, enfatizou os benefícios locais da ferrovia, como o aumento da geração de emprego e renda. O projeto faz parte de um conjunto de ações voltadas para melhorar a logística no estado, que é o maior exportador de celulose do Brasil, respondendo por 35% das exportações nacionais em 2025, com quase 7 milhões de toneladas enviadas para 40 países e uma receita de US$ 3,11 bilhões, um crescimento de 17% em relação a 2024.
Outros projetos recentes incluem o leilão da Rota da Celulose em maio de 2025, que prevê R$ 10,1 bilhões em investimentos em rodovias, e a aprovação de R$ 1,05 bilhão pelo BNDES para a construção de uma ferrovia de 86,7 km pela Eldorado Brasil Celulose em Três Lagoas. A ferrovia Sucuriú é parte da Rota 4 Bioceânica de Capricórnio, dentro do Programa Rotas de Integração Sul-Americana, focando na região sul do Centro-Oeste e norte do Sul do Brasil.
Com informações do Governo Federal
