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terça-feira, 27/01/2026

Inicia nos Estados Unidos investigação sobre ligações de Epstein

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A procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, confirmou nesta sexta-feira (14/11) que abrirá uma investigação federal sobre as conexões do bilionário Jeffrey Epstein com membros do Partido Democrata e importantes instituições financeiras, após determinação do presidente Donald Trump. Segundo a ordem presidencial, a responsabilidade pelo caso ficará com Jay Clayton, chefe da Procuradoria do Distrito Sul de Nova York.

“Obrigada, Sr. Presidente”, escreveu Bondi em uma publicação na rede X, junto com uma imagem da ordem assinada por Trump. “Jay Clayton é um dos promotores mais competentes e confiáveis do país, e pedi para que lidere o caso. Como acontece em todas as situações, o Departamento irá conduzir este processo com agilidade e integridade para fornecer respostas à população americana.”

A decisão de Bondi é o movimento mais firme da Casa Branca até agora para responder à pressão crescente de democratas e alguns republicanos pela liberação total dos documentos do Departamento de Justiça relacionados a Epstein.

Congressistas de ambos os partidos apresentaram uma petição para levar o tema à votação na Câmara dos Deputados. Trump tentou impedir o avanço da iniciativa, chegando a convocar uma reunião com um congressista republicano que havia assinado a petição antes que ela alcançasse o número necessário de 218 apoios. Sem êxito, o presidente da Câmara, Mike Johnson, anunciou que a proposta será levada a plenário na próxima semana.

Frustrado, Trump publicou várias mensagens na plataforma Truth Social criticando os congressistas republicanos favoráveis à divulgação dos documentos, chamando-os de “fracos e tolos” e classificando o movimento como “mais uma fraude”.

Em outra publicação, o presidente norte-americano afirmou que os democratas estão “ressuscitando a farsa Epstein” para desviar a atenção da crise política em Washington e declarou que figuras do partido “passaram grande parte de suas vidas com Epstein e em sua ilha”.

Na sexta-feira, Trump solicitou que Bondi, o Departamento de Justiça e o FBI investigassem as conexões de Epstein com Bill Clinton, Larry Summers, Reid Hoffman, o banco JPMorgan Chase e outras pessoas influentes.

Entre os citados, o banco JPMorgan Chase informou, por meio da porta-voz Patricia Wexler, que encerrou sua relação com Epstein vários anos antes de sua prisão por acusações de tráfico sexual.

Em 2023, o JPMorgan pagou US$ 290 milhões para resolver uma ação coletiva movida por sobreviventes que alegavam que a instituição tinha ignorado transações financeiras suspeitas que poderiam ter facilitado os crimes cometidos pelo financista.

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