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Aconteceu

Influenciador preso tinha R$ 1 milhão em carros e cobertura no DF

Material cedido ao Metrópoles

Eduardo Vieira Euzébio, biomédico preso na Operação Narciso por participar de um esquema de venda ilegal de anabolizantes, levava uma vida de luxo na capital do Distrito Federal. O patrimônio apreendido incluía uma Range Rover Velar e uma BMW 320i, totalizando mais de R$ 1 milhão em veículos. Além disso, ele morava em uma cobertura de alto padrão em Vicente Pires, Área da capital.

Eduardo era dono de uma clínica renomada na Asa Norte e ministrava cursos na área biomédica, tanto em Brasília quanto em outras partes do país. Nas redes sociais, ele compartilhava seu dia a dia, dicas de beleza e relatos sobre sua experiência com o grupo conhecido como “Legendários”.

A Operação Narciso

A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou a Operação Narciso em 12 de agosto, considerada a maior ação do ano contra o comércio ilegal de anabolizantes no Brasil. A investigação revelou uma organização complexa dedicada à fabricação clandestina, distribuição e venda de anabolizantes, medicamentos controlados e outros produtos proibidos.

O grupo contava com a participação de diversos profissionais, como nutricionistas, biomédicos, veterinários, personal trainers e influenciadores digitais, atuando em oito estados além do Distrito Federal, incluindo Santa Catarina, Acre, São Paulo, Goiás, Rio Grande do Norte, Paraíba e Minas Gerais, além de conexões com laboratórios clandestinos no Paraguai.

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Foram emitidos 43 mandados de prisão e 64 de busca e apreensão, bem como o bloqueio de R$ 32 milhões em ativos financeiros dos envolvidos, além da quebra de sigilo bancário de 58 pessoas.

Atuação e esquema

Durante as investigações, ficou claro que Eduardo facilitava a compra desses produtos ilegais e atendia majoritariamente mulheres, não só vendendo, mas também aplicando as substâncias, mesmo ciente da procedência ilegal e a falta de fiscalização sanitária.

O delegado responsável, Rodrigo Carbone, destacou a gravidade da situação: “Esses alvos são tratados como traficantes de drogas. A ação visa combater o mercado clandestino, que representa a maior parte do comércio de esteroides.”

A organização movimentava milhões de reais e ostentava veículos de luxo, como Porsche, Audi e Mercedes, além de propriedades em condomínios fechados de Águas Claras e realizando viagens internacionais. Para lavar dinheiro, utilizavam casas de apostas, empresas de fachada e doleiros, com transferências financeiras por meio de contas diversas.

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