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quarta-feira, 28/01/2026

Inflação prevista para 3º trimestre de 2027 é de 3,2%

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O Banco Central anunciou que a inflação acumulada em 12 meses até o terceiro trimestre de 2027 deve ficar em 3,2%. Esse período foi definido como o principal foco da política monetária.

Essa previsão está um pouco acima da meta ideal de 3%. Isso sugere que a taxa de juros prevista no relatório Focus não será suficiente para manter a inflação no objetivo desejado nos próximos seis trimestres. Atualmente, as projeções indicam que a Selic será de 12,25% no final deste ano e deve cair para 10,50% no final de 2027.

Na reunião desta quarta-feira, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu, com unanimidade, manter a Selic em 15,0%. Essa decisão estava prevista pela maioria dos analistas consultados.

O Copom explicou que os riscos para a inflação permanecem altos. Entre os riscos que podem aumentar a inflação estão: uma alta inflação persistente das expectativas; um aumento na inflação de serviços devido a uma economia mais aquecida; e políticas econômicas nacionais e internacionais que possam impactar o câmbio, tornando-o mais caro.

Por outro lado, também há riscos que podem reduzir a inflação, como uma desaceleração maior da economia brasileira; uma desaceleração econômica global mais forte; e a queda nos preços das commodities, que ajuda a baixar os preços.

O Banco Central usou a cotação do dólar em R$ 5,35 para suas projeções. A previsão para o IPCA em 2026 caiu de 4,16% para 4,00%, enquanto para 2027 permanece em 3,80%. A previsão para o IPCA acumulado de 2026 também foi revisada para baixo, de 3,5% para 3,4%.

Essas estimativas consideram a taxa de câmbio segundo a paridade do poder de compra, a trajetória da Selic do relatório Focus e o preço do petróleo seguindo a tendência dos próximos seis meses, com um aumento de 2% ao ano depois desse período.

Além disso, o Copom ajustou a previsão da inflação para preços livres em 2026, de 3,6% para 3,5%, e manteve a projeção em 3,1% para o terceiro trimestre de 2027. A previsão para preços controlados foi alterada de 3,2% para 3,0% neste ano, e de 3,2% para 3,3% no horizonte relevante.

Juros reais

Com a Selic mantida em 15%, o Brasil possui a segunda maior taxa de juros reais do mundo, de 9,23%, ficando atrás apenas da Rússia, com 9,88%. A Turquia ocupa o terceiro lugar, seguida por México e Argentina.

O Banco Central estima que a taxa de juros real neutra do Brasil — que nem estimula nem desacelera a economia — seja de 5,0%.

Estadão Conteúdo

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