A expectativa mediana do relatório Focus para o índice de preços ao consumidor (IPCA) em 2025 diminuiu ligeiramente, passando de 4,32% para 4,31%, marcando a oitava queda consecutiva. Esse valor está 0,19 ponto percentual abaixo do limite máximo de 4,50%. Um mês atrás, a previsão era de 4,40%. Considerando apenas as 42 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a estimativa caiu de 4,31% para 4,29%.
Para 2026, a projeção do IPCA subiu um pouco, de 4,05% para 4,06%, após um período de seis semanas consecutivas de queda. Há um mês, a previsão era de 4,16%. Ao considerar apenas as 40 estimativas atualizadas recentemente, a mediana diminuiu de 4,06% para 3,99%.
O Banco Central espera que a inflação medida pelo IPCA seja de 4,4% em 2025 e 3,5% em 2026, segundo as últimas comunicações do Comitê de Política Monetária (Copom). Para o segundo trimestre de 2027, horizonte relevante para suas projeções, o colegiado prevê inflação acumulada em 12 meses de 3,2%.
O Copom manteve a taxa Selic em 15% pela quarta reunião consecutiva e declarou que a estratégia de manter a taxa de juros nesse nível por um período prolongado visa garantir que a inflação volte à meta. O próximo encontro do colegiado está marcado para os dias 27 e 28.
A partir de 2025, a meta de inflação é contínua, baseada no IPCA acumulado em 12 meses, com um centro de 3% e uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.
Se a inflação ultrapassar essa faixa por seis meses seguidos, o Banco Central é considerado fora do alvo, o que ocorreu após a divulgação do IPCA de junho. Em novembro, a inflação acumulada em 12 meses caiu para 4,46%, abaixo do teto da meta. No último Relatório de Política Monetária, o Banco Central reforçou seu compromisso de convergir a inflação para o centro da meta de 3%.
“O retorno da inflação para dentro dos limites estabelecidos é uma etapa natural do processo para atingir a meta”, afirma o documento.
A mediana das projeções Focus para 2027 permaneceu em 3,80% pela nona semana seguida, e para 2028 também ficou estável em 3,50%, pelo mesmo período.
