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sábado, 30/08/2025

Inflação medida pelo IPCA-15 sobe 0,33% em julho

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Em Brasília

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que é uma prévia da inflação, registrou um aumento de 0,33% nos preços de bens e serviços no mês de julho. Este valor é 0,07 ponto percentual maior que o registrado em junho (0,26%).

Os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na sexta-feira (25/7) mostraram que a alta superou as expectativas do mercado, que apontavam variações entre 0,29% e 0,31%.

No acumulado dos últimos 12 meses, a inflação medida pelo IPCA-15 subiu 5,30%, ligeiramente acima dos 5,27% do período anterior. No ano, o avanço foi de 3,40%. Em julho de 2024, o índice foi um pouco menor, com 0,30%.

O grupo de Habitação teve a maior influência na alta, crescendo 0,98%, principalmente devido à energia elétrica residencial, que subiu 3,01%. Este foi o item que mais impactou a inflação no mês, com 0,12 ponto percentual.

O IBGE explicou que a elevação nos valores da energia elétrica está relacionada à manutenção da bandeira tarifária vermelha nível 1 em julho, com acréscimo de R$ 4,46 para cada 100 kWh consumidos.

Características do IPCA-15

O IPCA-15 se diferencia do IPCA, que representa a inflação oficial do país, tanto pela área geográfica coberta quanto pelo período de coleta, que começa no dia 16 do mês anterior. Por isso, é considerado uma prévia do índice oficial.

Ele contempla famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos e abrange as cidades do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador, Curitiba, Brasília e Goiânia.

A próxima divulgação do IPCA-15, referente ao mês de agosto, está programada para o dia 26 de agosto.

Destaques da inflação em julho

Os preços foram coletados entre 14 de junho e 15 de julho e comparados com o período de 16 de maio a 13 de junho.

Cinco dos nove grupos pesquisados tiveram alta, três caíram e um ficou estável. O maior aumento foi em Habitação, enquanto o grupo de Alimentação e Bebidas registrou queda pelo segundo mês consecutivo.

  • Alimentação e bebidas: -0,06%
  • Habitação: 0,98%
  • Artigos de residência: -0,02%
  • Vestuário: -0,10%
  • Transportes: 0,67%
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,21%
  • Despesas pessoais: 0,25%
  • Educação: 0%
  • Comunicação: 0,11%

No impacto para o índice geral, Habitação representou 0,15 ponto percentual, Transportes 0,13, Saúde e Despesas pessoais 0,03 cada, e Alimentação e Bebidas reduziu o índice em 0,01 ponto.

Habitação e Energia Elétrica

O grupo Habitação registrou crescimento de 0,98% em julho, embora tenha desacelerado em relação a junho (1,08%). A alta na energia elétrica residencial (3,01%) foi o principal fator para o crescimento deste grupo, motivada pela manutenção da bandeira tarifária vermelha nível 1, que adiciona uma taxa extra na conta de luz.

Queda na inflação dos alimentos

O segmento de Alimentação e Bebidas recuou 0,06%, com queda de 0,40% nos preços dos alimentos para consumo em casa, refletindo reduções nos valores da batata-inglesa (-10,48%), cebola (-9,08%) e arroz (-2,69%). Em contrapartida, o tomate subiu 6,39% após uma queda no mês anterior.

Já a alimentação fora do domicílio aumentou 0,55%, principalmente devido ao crescimento nos preços de lanches (1,46%) e refeições (0,65%).

Outros grupos

Transportes aceleraram de 0,06% em junho para 0,67% em julho, impulsionados sobretudo pelas passagens aéreas, que subiram 19,86%, e pelo transporte por aplicativo, que ficou 14,55% mais caro. No entanto, combustíveis tiveram queda, com destaque para o gás veicular, óleo diesel, etanol e gasolina, todos em baixa.

No grupo Despesas pessoais, os jogos de azar tiveram aumento de 3,34%. Em Saúde e cuidados pessoais, os planos de saúde subiram 0,35% devido a reajustes aprovados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Perspectivas para a inflação

Conforme o relatório Focus do Banco Central, a expectativa é de que o IPCA feche julho com alta de 0,31%, e encerre o ano com inflação acumulada de 5,10%, ultrapassando o teto da meta estabelecida.

Para 2025, a meta de inflação foi fixada em 3,0%, com margem de variação de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Caso o índice ultrapasse essa faixa por seis meses consecutivos, a meta será considerada não cumprida.

Acompanhe as próximas divulgações para mais informações sobre a evolução dos preços no país.

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