O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) teve um aumento de 0,59% em janeiro, após subir 0,49% na terceira parte do mês e 0,28% em dezembro, de acordo com dados divulgados nesta segunda-feira, 2, pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Com esse resultado, o IPC-S acumula uma alta de 4,6% nos últimos 12 meses.
O valor registrado em dezembro foi maior que a expectativa das previsões da pesquisa Projeções Broadcast, que apontava 0,56%, com mediana de 0,55% e mínimo estimado em 0,53%.
O aumento foi observado em cinco dos oito grupos que compõem o IPC-S na comparação entre a terceira e a quarta parte do mês: Transportes (de 0,86% para 1,18%), Habitação (de 0,06% para 0,23%), Despesas Diversas (de 0,19% para 0,23%), Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,44% para 0,46%) e Educação, Leitura e Recreação (de 1,14% para 1,16%).
Por outro lado, o grupo Vestuário apresentou queda maior (de -0,39% para -0,62%), enquanto os grupos Alimentação (0,70%) e Comunicação (0,0%) mantiveram as mesmas taxas da apuração anterior.
Principais fatores que impactaram o índice
Os principais itens que fizeram o índice subir entre a terceira e a quarta parte de janeiro foram o curso de ensino fundamental (de 3,83% para 6,03%), gasolina (de 1,14% para 1,69%), curso de ensino superior (de 3,43% para 4,81%), tarifa de ônibus urbano (de 4,01% para 4,04%) e tomate (de 17,89% para 19,40%).
Já os itens que contribuíram para a redução do índice foram passagem aérea (de -4,50% para -11,49%), tarifa de eletricidade residencial (de -2,95% para -2,84%), leite tipo longa vida (de -2,83% para -3,09%), ovos (de -5,70% para -6,21%) e tarifa de táxi (de -2,12% para -5,60%).
Estadão Conteúdo.
